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Mesmo sem medalha no Rio-2016, judoca Mariana Silva terá festa em Peruíbe

Foto: Roberto Castro/ Brasil2016 - Mesmo sem medalha, judoca Mariana Silva terá festa em Peruíbe
Foto: Roberto Castro/ Brasil2016

Em Peruíbe, litoral sul do Estado de São Paulo, parentes e amigos acompanharam as lutas da judoca Mariana Silva nos Jogos Olímpicos do Rio em um telão instalado na Associação dos Engenheiros. A atleta é uma estrela na cidade turística de 64,5 mil habitantes.

Cerca de 60 pessoas, entre elas o irmão mais novo, Wanderlei Santos, de 19 anos, vibraram com as vitórias e não esconderam a tristeza quando Mariana perdeu a chance de disputar a final e, depois, a medalha de bronze. “O que importa é que ela chegou lá e foi muito valente. Ela ainda tem muita coisa pela frente”, disse o irmão.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a judoca será recebida com festa quando voltar à cidade. Mariana inspirou a criação de uma escolinha de judô no bairro Caraguava, um projeto esportivo da prefeitura que tem Wanderlei como treinador de cerca de 30 crianças e adolescentes. Outro irmão, Wagner, e a irmã mais nova, Milena, também são judocas - Milena foi levada por Mariana para o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte.

Wanderlei conta que Mariana começou no judô aos sete anos, incentivada por Wagner, que percebeu o grande potencial da irmã. Ainda criança, a menina foi encaminhada para o Núcleo de Ações Educativas e Sociais da prefeitura, onde passou a treinar. Aos nove anos, ela já era campeã brasileira, na categoria infantil, e aos 11, campeã pan-americana. “No início o esporte era diversão, mas depois passou a ser o foco da vida dela”, disse Wagner.

Quando tinha 15 anos, a judoca viajou para o Japão, em um intercâmbio que durou cinco anos, nos quais aprimorou suas técnicas de luta. “Ela voltou muito mais focada, mais disciplinada. (O Japão) Foi uma boa escola para ela”.