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Mesmo sem meta, País teve boa campanha e aumentou número de disputas por medalha

(Foto: Brasil2016) - Mesmo sem meta, País teve boa campanha e aumentou número de disputas
(Foto: Brasil2016)

Para tentar chegar ao Top 10 do quadro de medalhas, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) identificou que precisava, antes, passar por dois estágios estratégicos: aumentar o número de disputas por medalhas e de modalidades com potencial de medalha. No Rio-2016, conseguiu cumprir os dois pré-requisitos. Ficou faltando, porém, aquele passo para cima do pódio.

Considerando como finalistas os atletas e equipes que ficam entre os oito primeiros de suas provas ou alcançaram as quartas de final de competições mata-mata - padrão adotado pelos comitês olímpicos nacionais -, o Brasil alcançou um recorde de 75 finais. Como comparação, pelos mesmos critérios, haviam sido 39 em Pequim-2008 e 37 em Londres-2012.

Esse aumento não se refletiu, comparativamente, no número total de medalhas. Foram 16 em Pequim, 17 em Londres e 19 no Rio. Um crescimento de 11% para um país que aumentou exponencialmente o investimento em atletas de alto rendimento.

Competindo em casa e com diversos atletas disputando medalha pela primeira vez, os brasileiros sentiram a pressão. Em Londres, a cada oito brasileiros que ficaram entre os oito melhores de suas provas, 3,6 chegaram ao pódio e em Pequim, 3,2. Agora, o aproveitamento foi bem abaixo do usual: 2,02.

Essa dificuldade em saltar do status de finalista ao de medalhista impediu o Brasil de chegar ao Top 10 do quadro de medalhas e fez sombra a uma campanha que, em outros aspectos, foi muito bem-sucedida. Basta observar que em 23 modalidades o País ficou entre os oito primeiros colocados. Em Londres, foram 16.

Em canoagem slalom, ciclismo de estrada, esgrima e levantamento de peso, o Brasil fez as melhores campanhas da história. No slalom, Pepê obteve o sexto lugar e, na prova de resistência, Flávia Oliveira ficou em sétimo. Na esgrima, três ficaram entre os oito melhores do mundo.

No curto e médio prazos, isso deve obrigar a uma alteração na distribuição de recursos da Lei Piva. As confederações de Esgrima, Levantamento de Peso, Lutas, Tae-kwon-do e Tiro Esportivo recebem as cotas mais baixas e foram responsáveis por 11 finais. Agora, devem cobrar maior acesso a verbas.

Na maior parte das modalidades, o resultado obtido pelos brasileiros no Rio é o melhor da história, ainda que não tenha significado sequer final. É o caso do tênis de mesa, no qual Hugo Calderano alcançou as oitavas de final e se igualou à melhor campanha de Hugo Hoyama. No tiro com arco, Ane Marcelle também foi às oitavas.

CARRO-CHEFE - De forma geral, as modalidades carro-chefe deveram pódios, mas não número de finais. No atletismo, o País fez seis, alcançando o 15.º lugar em um quadro que a IAAF, a associação internacional, chama de "placing table". O Brasil foi 26.º em Londres e 19.º em Pequim.

Na vela, os seis Top 8 e as sete classificações à medal race, em 10 possíveis, são novo recorde. É notável ainda a evolução da ginástica artística, que passou de uma final em Londres, com Arthur Zanetti, para sete. O judô manteve a média de sete atletas nas quartas de final. Só três, porém, chegaram ao pódio, frente aos quatro em Londres.