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Militar da Marinha, Rafaela Silva desiste de fazer continência no pódio

(Foto: Alaor Filho/Exemplus/COB) - Militar da Marinha, Rafaela Silva desiste de fazer continência
(Foto: Alaor Filho/Exemplus/COB)

A judoca Rafaela Silva ficou em dúvida nesta segunda-feira antes de subir ao pódio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para receber a medalha de ouro pela conquista do torneio até 57 kg. A terceiro sargento da Marinha preferiu não repetir o costume de outros atletas militares de fazer continência enquanto a bandeira brasileira é hasteada na premiação, por medo de ser punida com uma possível perda da medalha.

No pódio da Arena Carioca 2, o Hino Nacional tocou enquanto a agora campeã olímpica se emocionava e usava as mãos para segurar as lembranças entregues aos que recebem a medalha. "É que tem regra que muda bastante. Antes no judô eu nem podia fazer o sinal da cruz. Para não correr o risco de perder a medalha, mantive a mão no lugar", comentou.

A continência no pódio para atletas militares se tornou um costume no Pan-Americano de Toronto, no ano passado. Muitos dos atletas que integram as Forças Armadas repetiram o gesto durante as cerimônias de premiação das competições. Nesta Olimpíada, o atirador Felipe Wu, também militar, fez continência no último sábado ao receber a prata.

Rafaela Silva é uma das 145 atletas militares que integram a delegação brasileira nos Jogos. A judoca é integrante do programa de Alto Rendimento mantido pelo Ministério da Defesa. "Foi um excelente resultado. Vibramos com a medalha da Rafaela. Isso prova que o Programa de Alto Rendimento é uma importante ferramenta de apoio na formação dos atletas", comentou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.