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Ministro do Esporte minimiza críticas de Paes: 'Segurança não será problema'

- Ministro do Esporte minimiza críticas de Paes

Um dia depois das reiteradas críticas do prefeito Eduardo Paes à segurança do Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Eduardo Picciani, minimizou nesta terça-feira as declarações de Paes e afirmou ter "convicção" de que a "segurança não será um problema" ao longo dos Jogos Olímpicos, que terão início daqui a exatamente um mês.

"O governo federal tem plena confiança no Estado e nas autoridades do Rio de Janeiro", declarou o ministro, em entrevista à Rádio Estadão. "O governo federal liberou nos últimos dias R$ 2,9 bilhões para segurança porque o Estado passa por momento econômico difícil. Além do mais, há uma grande operação de segurança para os Jogos Olímpicos, que começa hoje nesta terça, com participação da Força Nacional, das Forças Armadas e da Polícia Federal."

As declarações de Picciani são uma resposta às críticas de Paes à segurança no Rio às vésperas da Olimpíada. No domingo e na segunda-feira, o prefeito atacou a gestão estadual, responsável pela segurança, alegando que governo estadual deve "tomar vergonha na cara" e "arregaçar as mangas" para garantir segurança no Rio-2016. "Esse é o assunto mais sério do Rio, e o Estado está fazendo um trabalho terrível, horrível."

Questionado sobre as declarações, Picciani destacou as ações federais para assegurar o clima tranquilo na Olimpíada. "Eu tenho a convicção de que a segurança não será um problema porque todas as providências foram tomadas pelos ministério da Justiça e da Defesa, que são os responsáveis pela operação de segurança. Eles cumpriram todos os protocolos, estão disponibilizando todos os efetivos. E têm a colaboração de mais de 100 países que destacaram policiais para acompanhar os Jogos Olímpicos."

O ministro do Esporte também minimizou o protesto realizado por policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários no Aeroporto Tom Jobim, na segunda-feira. Alguns seguravam cartaz que dizia, em inglês, "Welcome to Hell" (Bem-vindos ao Inferno).

"Foi uma manifestação que me parece ter cunho político. Num País como o nosso, com liberdade de expressão, se está sujeito a acontecer este tipo de coisa. Mas não me parece que seja um movimento de toda polícia, apenas de um setor, o que não prejudica a segurança", disse Picciani.