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'Não podemos incorporar uma pressão', diz Bernardinho antes de estreia no vôlei

(Foto: Alexandre Loureiro/ CBV/ inovafoto) - 'Não podemos incorporar uma pressão', diz Bernardinho antes de estreia
(Foto: Alexandre Loureiro/ CBV/ inovafoto)

Campeão olímpico como técnico em Atenas-2004 e medalhista de prata em Pequim-2008 e Londres-2012, Bernardinho está prestes a começar mais uma jornada rumo ao pódio nos Jogos do Rio. Ao projetar a estreia contra o México, às 11h35 deste domingo, no Maracanãzinho, o técnico da seleção brasileira masculina de vôlei ressaltou que o time nacional não pode se sentir ainda mais pressionada do que estará pelo simples fato de jogar em casa, onde espera não decepcionar a torcida.

"Estamos no Maracanãzinho, onde eu e tantos outros que estão aqui ganharam, viveram momentos importantes, e temos que entender que é tudo igual. Dessa vez, tem uma decoração bonita, um algo a mais, mas não podemos incorporar uma pressão, nem criar um mito maior do que deve ser. É uma Olimpíada, uma competição muito importante, mas ali dentro é tudo igual. Temos que desmistificar um pouco e, ao mesmo tempo, entender a importância. É preciso ter uma leveza responsável", ressaltou o comandante.

Bernardinho também destacou que, além de administrar o lado emocional atuando em casa, o time nacional precisa trabalhar de forma muito intensa e esquecer da badalação de uma Olimpíada em que os atletas estarão atuando no seu próprio País.

"Temos que absorver toda essa energia de estarmos aqui e agora ir em busca de uma causa. Nossa missão é trabalhar e fazer bem feito. Se temos que dar algum tipo de exemplo é fazer nosso trabalho bem feito, nosso melhor, sermos disciplinados, corretos, éticos, trabalhadores e isso que é o legado. Se vai ganhar ou perder, depende de muitas outras coisas", enfatizou.

O fato de o Brasil vir de um bom histórico de participações no vôlei masculino olímpico, no qual o país ainda acumula uma prata em Los Angeles-1984 e um ouro em Barcelona-1992, também não ilude Bernardinho. Para ele, a seleção nacional é apenas uma das muitas que poderão brigar pelo ouro.

"Nós somos candidatos, vamos brigar pelo ouro, mas não somos a equipe favorita. Temos França, Estados Unidos, Itália, Rússia e Polônia como candidatos junto com o Brasil. São seis equipes nessa condição de favorito", analisou.

Integrante do Grupo A, o Brasil estreia contra o México neste domingo e na terça encara o Canadá, antes de medir forças contra Estados Unidos (na quinta), Itália (no dia 13) e França (dia 15). Já o Grupo B conta com Polônia, Rússia, Argentina, Irã, Cuba e Egito.