28°
Máx
17°
Min

Neymar supera más atuações, assume protagonismo e é o nome da goleada do Brasil

(Foto: Lucas Figueiredo/MoWa Press) - Neymar supera más atuações, assume protagonismo e é o nome da goleada
(Foto: Lucas Figueiredo/MoWa Press)

Neymar precisou de 14 segundos nesta quarta-feira para se tornar o grande personagem da vitória indiscutível do Brasil sobre Honduras, por 6 a 0, que classificou a seleção para sua quarta final olímpica. O craque do Barcelona, vaiado em Brasília nos dois primeiros jogos da Olimpíada, aproveitou erro de saída da defesa adversária à frente da área, interceptou a bola, dividiu com um desesperado goleiro Luis Lopez e mandou para o fundo da rede.

A torcida explodiu de alegria, e Neymar saiu em desabalada correria, braços abertos, para comemorar o 1 a 0 no Maracanã.

Mas o maior expoente técnico da seleção não conseguiu correr mais do que dez metros sob o escaldante sol do Rio de Janeiro. Ainda dentro da área, desabou no gramado sentindo falta de ar. No choque com Lopez, Neymar caíra com o peito e com o rosto no chão. Logo, árbitro e jogadores pediram atendimento. E lá, deitado na mesma grama que no próximo sábado sediará a final olímpica, o craque teve seu primeiro grande momento de redenção nos Jogos do Rio. Nas arquibancadas, seu nome era gritado em coro.

Foi um início de festa para um jogo que se mostraria fácil, sem a pressão vista nos confrontos sem gol contra África do Sul e Iraque, quando o principal jogador brasileiro não conseguiu mostrar seu melhor futebol, e a torcida, sem cerimônias, demonstrou toda sua impaciência com vaias.

Depois daquele segundo jogo, Neymar preferiu o silêncio. Após o empate sem gol diante do Iraque, ele deixara o estádio Mané Garrincha com seus fones no ouvido e sem dar declarações. Alguns entenderam como uma demonstração de incômodo, outros como indiferença.

Nesta quarta, a história foi bem diferente. Com o jogo começando praticamente do 1 a 0, Neymar esteve bem à vontade em campo. Tabelou no ataque com Luan, Gabriel e Gabriel Jesus, foi brigar pela bola no meio campo, correu de um lado a outro para cobrar faltas e escanteios. Sem um hondurenho na cola - a marcação sobre ele era feita à distância por pelo menos três - o atacante conseguiu flutuar por todos os setores. Fez jus à braçadeira de capitão que carrega no braço direito, orientando os companheiros de equipe e, vez ou outra, aproximando-se de Rogério Micale para ouvir e dar ideias.

E, assim como acontecera no primeiro minuto de partida, teve seu nome gritado mais uma, duas, três vezes pelo público que praticamente lotou o Maracanã.

Como de costume, Neymar também apanhou. Foi o jogador brasileiro mais visado pelos hondurenhos dentro de campo, tendo sofrido 10 das 22 faltas cometidas pelo adversário. Dessa vez, nem pareceu muito incomodado. Neymar, que parece ter se acostumado a apanhar, respondeu com o que sabe fazer de melhor. De quebra, abriu e fechou a contagem nos 6 a 0.

No fim, Neymar vibrou muito com a vitória, abraçou Rogério Micale e foi festejar diante das arquibancadas. Saiu também nos braços da torcida.