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No Rio, Usain Bolt foi discreto, mas não resistiu ao samba

(Foto: Rio 2016) - No Rio, Usain Bolt foi discreto, mas não resistiu ao samba
(Foto: Rio 2016)


Responsável por um show particular na pista de atletismo do Engenhão na Olimpíada, Usain Bolt preferiu a discrição fora dela. Chegou ao Rio de Janeiro no dia 27 de julho sob um forte esquema de segurança e dirigiu-se a um hotel afastado do burburinho dos Jogos Olímpicos. Permaneceu com a delegação jamaicana em esquema de concentração.

A facilidade logística foi levada em consideração na escolha da hospedagem, próximo ao Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan). E ele aproveitou os treinos fechados para manter o silêncio.

A ida para a Vila Olímpica não alterou seu comportamento. Assediado por outros atletas, Bolt passava boa parte de seu tempo de descanso no quarto. Para o confinamento não se transformar em tédio, comprou uma televisão - com seu próprio dinheiro - e colocou o aparelho em seu apartamento.

A primeira aparição pública de Bolt ocorreu em uma entrevista coletiva 11 dias depois da chegada, evento em que saiu um pouco do protocolo. Brincadeiras com Asafa Powell, fotos com os jornalistas e até um rap feito por um norueguês deram um tom leve ao bate-papo, que abordou assuntos mais delicados.

Reafirmou a aposentadoria olímpica, evitou cutucar Justin Gatlin e analisou sua condição física, sem mostrar toda a confiança que lhe é característica. Em Londres-2012, se autodenominou “lenda”. Parecia mais contido dessa vez, muito por causa da lesão que atrapalhou sua classificação para a Olimpíada. Caiu no samba ao lado de algumas passistas, mas só voltou a dançar no Engenhão, onde faturou mais três ouros olímpicos.