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Olimpíada do Rio-2016 termina com elogios às arenas, mas com críticas às filas

(Foto: Reprodução) - Olimpíada termina com elogios às arenas, mas com críticas às filas
(Foto: Reprodução)

Clima festivo na cidade, arenas limpas, metrô, BRT e trem funcionando bem na chegada a competições. Comida cara e em quantidade insuficiente, filas longas para entrar nos estádios, transporte falho na volta para casa. A Olimpíada do Rio termina com saldo positivo, mas torcedores e jornalistas ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo relataram alguns reveses.

O carioca, que desconfiava da capacidade do Rio de receber bem os milhares de visitantes, de organizar os Jogos e de vencer os desafios da segurança e mobilidade, parece orgulhoso e aliviado. Porém, se ressente dos episódios de violência, principalmente a morte, por traficantes, do soldado da Força Nacional Hélio Andrade, no Complexo da Maré, no último dia 10.

Tanto o Parque Olímpico, na Barra, quanto a Arena do Vôlei de Praia, em Copacabana, e o Complexo Esportivo de Deodoro receberam elogios pela beleza, limpeza e pontualidade das competições. A arena teve duas atrações extras: a vista da praia e a presença de animadores, que entretiveram o público e fizeram sucesso com as crianças. O senão: as longas filas para entrar, por causa da revista e do raio X - muita gente perdeu parte de partidas por isso - e também nas lanchonetes.

A Marina da Glória, local das competições de vela, foi a mais carioca das arenas. O público assistiu às regatas na Praia do Flamengo, tendo o Pão de Açúcar ao fundo, e protegido pela sombra de ombrelones, em esteiras à beira-mar. Um telão mostrava as provas nas raias distantes. “A gente não tinha noção de que seria assim. Ficou a cara do Rio”, disse a administradora Verônica Ribeiro, de 35 anos. Não havia grandes filas para comprar comida e vendedores compunham o clima de domingo.

No quesito festa, um acerto foi a escolha do Boulevard Olímpico como point do evento. A nova Praça Mauá, devolvida à cidade há 10 meses, se transformou na queridinha de cariocas e turistas - 1 milhão de pessoas se dirigiram em multidões para assistir a transmissões ao vivo de provas no telão, ver shows ou simplesmente flanar.

METRÔ - O horário do metrô foi o principal alvo de críticas. Em dias de jogos noturnos no Parque Olímpico e no Maracanãzinho, as estações fecharam antes que os torcedores chegassem. A recomendação do secretário municipal de Coordenação de Governo, Rafael Picciani, para que o público saísse antes do fim dos jogos, causou indignação.

“A declaração foi inacreditável. Você paga uma fortuna para sair antes de acabar? Torce para o jogo não ser bom, para terminar rápido? Na partida de vôlei masculino contra os Estados Unidos, estávamos perdendo de 2x1 e parte do público torceu para os brasileiros perderem logo para pegar o metrô aberto”, lamentou o designer Rogério Boechat, de 38 anos.