23°
Máx
12°
Min

Olimpíada do Rio de Janeiro bate recordes nas redes sociais

(Foto: Agência Brasil) - Olimpíada do Rio de Janeiro bate recordes nas redes sociais
(Foto: Agência Brasil)

A Olimpíada da "gambiarra" é também a Olimpíada digital. Nunca tanta gente interagiu tanto e em tão pouco tempo sobre um evento olímpico através das redes virtuais quanto no Rio-2016. Durante a abertura dos jogos, na sexta-feira, 52 milhões de pessoas interagiram 109 milhões de vezes via Facebook, Twitter e Instagram, por exemplo, para comentar a cerimônia e as disputas esportivas.

O crescimento é exponencial. Em apenas quatro horas, mais gente usou redes sociais para falar sobre os Jogos do Rio do que o total de pessoas que tuitou sobre ou curtiu os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi ao longo de 15 dias, em 2014, na Rússia.

A contabilidade digital do Comitê Rio-2016 mostra também que esta é a Olimpíada do celular. As pessoas podem até assistir pela TV (quando não é por streaming, via internet), mas comentam, criticam, conversam e se informam pelo celular. O aplicativo móvel oficial foi baixado 4,7 milhões vezes até o primeiro dia dos Jogos. Na véspera, antes de tudo começar, haviam sido apenas 800 mil downloads.

As mudanças virtuais são tão rápidas quanto uma prova da nova estrela das piscinas, a recordista Katie Ledecky, dos Estados Unidos. A página do Comitê Olímpico Internacional (COI) no Facebook pulou de 1 milhão para 3 milhões de seguidores em quatro horas. A causa? A cerimônia de abertura dos Jogos do Rio-2016.

No Twitter, o que mais provocou movimento até agora foi a 23ª medalha olímpica de Michael Phelps, conquistada na noite de domingo. Quase ao mesmo tempo, o segundo maior pico foi provocado pela surpreendente derrota do favorito sérvio Novak Djokovic para o argentino Juan Martín del Potro no tênis, também no domingo. O recorde mundial da nadadora Katie Ledecky nos 400 metros livres foi o terceiro assunto mais comentado do domingo.

Já o fiasco da seleção brasileira masculina de futebol ficou com o quarto e o quinto lugares. Respectivamente, quando o sofrível 0 a 0 com o Iraque terminou e, alguns minutos antes, quando Renato Augusto isolou uma bola de frente para o gol sem goleiro.

No Google, as buscas pela palavra "Olympics" estão chegando perto do seu pico histórico mundial, atingido durante a Olimpíada de Pequim, em 2008. O volume de procura está em 79% do de oito anos atrás, mas deve crescer até o final dos Jogos. No Brasil, entre os dez termos mais buscados no Google nesta segunda-feira, seis eram relativos à Olimpíada: Rafaela Silva (ouro no Judô), vôlei de praia, judô, esgrima, Joanna Maranhão (natação) e Neymar e seleção brasileira de futebol.