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Olimpíada do Rio deve afastar COI de países emergentes, diz jornal

Foto: Ana Patricia / COB - Olimpíada do Rio deve afastar COI de países emergentes, diz jornal
Foto: Ana Patricia / COB

As dificuldades para a realização da primeira Olimpíada na América do Sul têm levado membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) a refletir sobre a possibilidade de novos países emergentes sediarem os Jogos. Segundo o jornal americano Wall Street Journal, vários membros do alto escalão do COI dizem que a entidade "deve evitar, no futuro, que o maior evento esportivo do mundo seja realizado em cidades com qualquer sinal de instabilidade".

De acordo com a publicação, a entidade está, gradualmente, voltando atrás na meta de realizar os Jogos Olímpicos em um grupo mais amplo de cidades. Primeira cidade da América do Sul a receber o evento, o Rio de Janeiro se tornou um alerta para a volatilidade, comum em países em desenvolvimento. Com isso, Índia e países africanos, que tinham ambições de sediarem a Olimpíada, deixariam de estar nos planos do COI.

Mesmo otimistas sobre os Jogos, as autoridades do COI afirmam que precisam de alguma garantia para realizarem eventos em países emergentes. "Precisamos de alguma garantia de que vai ser um sucesso", diz o norueguês Gerhard Heiberg.

Ainda segundo o Wall Street Journal, as principais causas para a reação do COI foram os problemas com a Vila Olímpica e com promessas não cumpridas, como a da limpeza da Baía de Guanabara, onde as competições de vela irão ocorrer. "A baía é o maior fracasso", afirma o ex-diretor de marketing do COI, Michael Payne.

Para Payne, os membros do Comitê irão escolher, para os Jogos de 2024, uma cidade que seja garantia de menos problemas. Com isso, de acordo com o jornal, Paris e Los Angeles despontam como as favoritas para a competição, que também inclui Roma e Budapeste.

À publicação americana, José Antonio do Nascimento Brito, membro do conselho da Rio-2016, afirma que as críticas são concentradas nas áreas problemáticas dos Jogos. Para ele, a cidade não vai corrigir todos os problemas, mas "as consequências em, digamos, 20 anos, serão fantásticas".