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Omissão de Neymar é vista como fator que agrava crise da seleção olímpica

Neymar está mal física e tecnicamente (Foto: André Borges/ Agência Brasília)  - Omissão de Neymar é vista como fator que agrava crise da seleção
Neymar está mal física e tecnicamente (Foto: André Borges/ Agência Brasília)

A omissão de Neymar está agravando a crise na seleção brasileira olímpica. Capitão do time, o atacante simplesmente não tem tomado a iniciativa de liderar e defender os jogadores, e também a comissão técnica, diante do mau momento da equipe, que empatou as duas primeiras partidas do torneio masculino de futebol da Olimpíada. O jeito personalista do jogador do Barcelona começa a ser visto como um sinal de que só se preocupa com ele próprio.

Nesta terça-feira, véspera do jogo decisivo contra a Dinamarca, será o meia Renato Augusto quem dará entrevista. Ou seja, quem falará pelo grupo. Ele é o mais experiente jogador do elenco e, apesar de ter sido bastante vaiado nas duas partidas realizadas até agora, não tem se omitido. Dá explicações, defende todos os jogadores - inclusive o próprio Neymar -, enfim, põe a cara para bater.

Já Neymar se omite. Depois do jogo com o Iraque, ele preferiu o silêncio e coube a jogadores bem menos experientes, além de Renato Augusto, dar explicações.

No grupo há quem entenda que quem deveria falar com os jornalistas nesta entrevista de véspera do jogo seria o capitão. Também o discurso adotado pelo jogador na única vez que atendeu a imprensa até agora - de que assumia a responsabilidade de liderar a seleção dentro e fora do campo e iria assumir toda a pressão para deixar os jovens companheiros à vontade - começa a ser interpretado como uma jogada de marketing, algo da boca pra fora.

Além disso, Neymar está mal física e tecnicamente e não tem feito dentro de campo a diferença que se esperava.

O jogador do Barcelona também começa a ser visto com desconfiança pela direção da CBF. Está praticamente decidido que ele perderá a braçadeira de capitão na seleção principal. O técnico Tite quer outro jogador na função e tem o aval dos superiores, entre eles o presidente Marco Polo Del Nero.