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Paes promete fazer repasse de até R$ 150 milhões para organização da Paralimpíada

(Foto: João Paulo Engelbrecht/ PCRJ) - Paes promete fazer repasse de até R$ 150 milhões para Paralimpíada
(Foto: João Paulo Engelbrecht/ PCRJ)


O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta segunda-feira que, se for necessário, o município repassará entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões para garantir a realização dos Jogos Paralímpicos, que começam em 7 de setembro. Os recursos públicos serão transferidos ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016, que enfrenta dificuldades para fechar as contas da organização da Olimpíada e não deve ter recursos suficientes para a Paralimpíada.

Para repassar recursos municipais ao comitê, a prefeitura entrará com recurso na Justiça Federal do Rio a fim de derrubar liminar concedida na última sexta-feira que proíbe repasses de recursos públicos aos organizadores dos Jogos até que o Comitê Organizador faça uma prestação pública de contas, informando origem de receitas e destino de despesas. O comitê também vai recorrer da decisão.

Desde o início da organização da Olimpíada o comitê alega que é uma instituição privada e que não se submete às regras de transparência do poder público. Também insistia que não aceitaria repasses diretos de recursos públicos e, no máximo, patrocínio de estatais. O prefeito afirmou, porém, nesta segumda-feira que a Paralimpíada tem uma realidade diferente. Paes se reuniu nesta manhã com o presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven, e garantiu que os Jogos Paralímpicos serão realizados.

"A Paralimpiada é um evento incrível, mas como negócio não é exatamente atraente para patrocinadores, para venda de ingressos, é um modelo de negócio que eventualmente não fecha. A Olímpíada é um negócio que se paga", comparou. "Há duas ou três semanas tivemos sinais de que o comitê talvez não tivesse recursos para pagar algumas contas da Paralimpiada. A prefeitura, se for necessário, tem entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões especificamente para a Paralimpilíada",, disse Paes em entrevista depois da reunião. "Seria uma vergonha para o Brasil e para as pessoas com deficiência não ter Paralimpíada".

O prefeito disse ser "natural" que o comitê organizador não tenha obrigação de prestar contas de suas receitas e despesas, como acontece com o poder público. Disse no entanto que, no caso de uso de recursos municipais, os gastos terão que ser transparentes. Segundo Paes, as transferências de dinheiro da prefeitura para o comitê já serão feitas com destinação específica, como transporte para os atletas.

Por lei, os governos municipal, estadual e federal são garantidores dos Jogos e têm que arcar com possíveis déficits do comitê organizador. Paes disse ter expectativa que isso não aconteça em relação à Olimpíada e reconheceu que é provável no caso dos Jogos Paralímpicos.