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Pepê fica em sexto e faz história na canoagem brasileira; britânico fatura o ouro

(Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB) - Pepê fica em sexto e faz história na canoagem brasileira
(Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB)

Pedro Gonçalves, o Pepê, conquistou nesta quarta-feira o melhor resultado da história da canoagem brasileira nos Jogos Olímpicos. Competindo no K1 (caiaque de uma pessoa) no Estádio de Canoagem Slalom de Deodoro, ele chegou a liderar a final, era segundo colocado quando faltavam quatro competidores para fazer o percurso, mas terminou em sexto lugar.

Pepê ficou três segundos atrás do vencedor desta quarta-feira. O britânico Joseph Clarke fez 88,53s e subiu ao lugar mais alto do pódio. O esloveno Peter Kauzer fez 88,70s e ficou com a prata, enquanto o bronze foi para o checo Jiri Prskavec, com o tempo de 88,99s.

Natural de Piraju, no interior do estado de São Paulo, terra também da dupla Anderson Oliveira e Charles Corrêa, Pepê se mudou há seis anos para Foz do Iguaçu (PR), onde fica o principal polo do País na canoagem slalom. Aos 18 anos, ele ficou a 0s13 de se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres.

Com ele chegando tão perto da Olimpíada, ao mesmo tempo que Ana Sátila foi a mais jovem da delegação brasileira em Londres-2012, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBC) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) passaram a apostar na canogem slalom. O italiano Ettore Ivaldi, contratado no início de 2012, foi mantido no cargo e a equipe permanente passou a participar das principais competições internacionais.

Apesar da evolução nos últimos anos, Pepê chegou ao Rio-2016 longe de ser favorito. Na Copa do Mundo desta temporada, foi só 20.º em Ivrea (Itália), por exemplo. Na França, na etapa seguinte, sequer passou às semifinais.

Em Deodoro, onde treina desde o fim do ano passado - a CBC alugou uma casa para a equipe em Nova Iguaçu (RJ) -, Pepê brilhou. Nas eliminatórias, no domingo, fez o segundo melhor tempo da primeira descida e se classificou em quinto lugar à semifinal.

Na etapa seguinte, já nesta quarta-feira, fez o décimo melhor tempo (95s68, já com o acréscimo de 2s00 por tocar em uma baliza), o suficiente para pegar a última vaga na final. Na decisão, com vento e garoa em Deodoro, ele foi o primeiro a descer.

Empolgando a torcida, fez pista limpa, marcando 91s54. Já se imaginava que não seria um tempo para medalha, e outros atletas mais bem cotados precisariam falhar. Os três canoístas que vieram na sequência ficaram atrás do brasileiro na classificação. Ele só deixou a liderança quando ultrapassado por Hannes Aigner, da Alemanha. Depois, perdeu posições para os quatro últimos atletas que desceram o percurso.