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Prata na canoagem e com mais duas chances, Isaquias já projeta Tóquio-2020

(Foto: Danilo Borges/Brasil 2016) - Prata na canoagem e com mais duas chances, Isaquias já projeta Tóquio
(Foto: Danilo Borges/Brasil 2016)

Primeiro canoísta brasileiro a conquistar uma medalha olímpica, Isaquias Queiroz saiu da Lagoa Rodrigo de Freitas satisfeito com a medalha de prata. Mesmo que fosse apontado como forte candidato ao ouro, ele reconheceu que vencer o agora bicampeão olímpico Sebastian Bendler seria muito difícil. Apesar de ainda ter mais duas provas esta semana e disputar ambas entre os favoritos, Isaquias já projeta os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. "Para a próxima eu vou treinar muito mais", afirmou.

A disputa do C1 1.000m nesta manhã foi acirrada nos primeiros 750 metros, com Isaquias e Bendler disputando lado a lado a liderança. No último trecho da prova, porém, o alemão conseguiu demonstrar mais fôlego e arrancou para a vitória. Bendler fechou a disputa com o tempo de 3min56s926, enquanto Isaquias foi prata na Olimpíada do Rio com 3min58s529.

"A prova foi muito boa, gostei muito da corrida. Lógico que o alemão (Sebastian Bendler) é um cara muito bom, e todos sabiam disso. Ele não é imbatível, nenhum atleta é imbatível, mas ele tem mérito e ganhou pela dedicação dele", considerou Isaquias logo após a prova.

"Eu também ganhei pela minha dedicação. Sou novo ainda, tenho 22 anos, tenho pouco tempo de ciclo olímpico, e pra próxima (Olimpíada) eu vou treinar muito mais. Vamos esperar para os próximos dias e ver o que a gente pode fazer", continuou o medalhista de prata, em alusão às provas do C1 200m, cujas eliminatórias ocorrem nesta quarta, e do C2 1.000m, na sexta-feira.

Isaquias não quis comentar sobre as chances de ouro nas próximas provas - ele tem afirmado que quer ir ao pódio nas três competições. "Todas as provas têm a sua dificuldade. Nos 1.000m a dificuldade é a resistência, nos 200m a dificuldade é a largada e a rapidez, e no C2 (prova em dupla, a qual conquistou o Mundial do ano passado ao lado de Erlon de Souza) a dificuldade é ter outro parceiro, que às vezes a remada pode não encaixar", comparou.