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Rivalidade entre Brasil e Argentina 'esquenta' Arena do Vôlei de Praia

Rivalidade entre Brasil e Argentina 'esquenta' Arena do Vôlei de Praia

A velha rivalidade entre Brasil e Argentina elevou a temperatura na Arena do Vôlei de Praia em Copacabana, no Rio, nesta segunda-feira, na partida que classificou as brasileiras Ágatha e Bárbara Seixas para as oitavas de final do esporte nos Jogos Olímpicos. Logo no início da partida a arquibancada veio abaixo quando familiares da argentina Georgina Klug abriram uma faixa com os dizeres "Vamos guerreiras" e passaram a gritar "Argentina, Argentina". Foi o bastante para a torcida verde e amarela aplicar uma vaia fenomenal nos argentinos.

"Prefiro mil vezes os brasileiros gritando contra do que os torcedores na Europa, que são frios, indiferentes. As pessoas que têm paixão pelo esporte me encantam", disse Klug após a derrota. "Na Argentina seria a mesma coisa. É muito bom disputar os Jogos Olímpicos na América do Sul", minimizou. Já Ana Gallay foi mais blasé: "Não escuto nada em quadra".

As brasileiras adotaram uma postura politicamente correta ao fazer comentários sobre as rivais, mas admitiram que antes de entrar em quadra combinaram evitar cair em eventuais provocações das adversárias. Deu certo e elas triunfaram por 2 sets a 0, com parciais de 21/11 e 21/17.

"Acho que não houve provocação, mas mesmo que houvesse eu e Bárbara já estávamos concentradas para não cair nessa pilha", despistou Ágatha. As duas preferiram definir as jogadoras argentinas como "aguerridas" ao serem questionadas se elas costumam provocar o time do outro lado da rede.

A partida foi a campeã de vaias na Arena de Vôlei de Praia, onde a torcida é bastante presente. Constantemente os locutores pedem clemência aos brasileiros, dizendo que não devem vaiar os outros países. Contra a Argentina, entretanto, o pedido curiosamente não aconteceu.