23°
Máx
12°
Min

Robson é o ídolo que vai alavancar o boxe, diz presidente da confederação

(Foto: Divulgação/COB) - Robson é o ídolo que vai alavancar o boxe
(Foto: Divulgação/COB)

O automobilismo mudou o domingo dos brasileiros com Piquet, Fittipaldi e Senna, o tênis ganhou fama nacional com Guga, e Gabriel Medina colocou o surfe em exposição inédita no País. Agora chegou a vez do boxe. Primeiro campeão olímpico da história do País na modalidade, Robson Conceição parece pronto para subir um patamar.

"Não tem legado maior que a história dele. O jovem que chega vai ver a foto dele, está vendo ele agora no pódio. Vai treinar no lugar que ele treinou. Para isso é o ídolo. O Robson é o ídolo com todas as melhores características possíveis. Ele muda o patamar do boxe", admite Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe).

A criticada estratégia da entidade de formar uma seleção permanente que deixa quase trancada a porta para boxeadores não escolhidos deu inquestionáveis resultados. Foi com esse modelo de trabalho, rebatido principalmente pela federação baiana, que o boxe ganhou três medalhas olímpicas em Londres-2012 e agora comemora seu primeiro ouro.

E a medalha vem justamente com um boxeador que é o símbolo de uma geração. "Ela veio no momento oportuno. É merecido. O Robson é um garoto que produziu tudo para chegar aqui. Correspondeu com tudo que foi pedido, solicitado, exigido, porque ele queria esse momento", avalia Silva.

O feito inédito para o boxe brasileiro foi comemorado por outro desbravador da modalidade, o ex-campeão mundial Acelino "Popó" Freitas. "Posso falar pros meus netos, meus bisnetos, que um dia eu vi uma medalha de ouro", festejou o também baiano, que evitou comentar sobre a migração de Robson para o boxe profissional. "Eu, com uma medalha olímpica, não queria mais nada. Eu só aproveitaria ela."