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Rússia admite que tem oito dos 23 novos casos de doping em Londres-2012

Um dia depois de a Agência Mundial Antidoping (Wada) anunciar que os testes revisados dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, apontaram resultado analítico adverso para 23 atletas, neste sábado a Rússia admitiu o que todo mundo esperava: ela está afogada até o pescoço em mais esse escândalo, o que a deixa ainda mais longe do Rio-2016.

Dos 23 atletas flagrados, oito são da Rússia. Os nomes não foram revelados, mas eles pertencem a três modalidades esportivas. Os russos também foram responsáveis por 14 dos 31 casos de doping na reanálise de amostras colhidas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Esses dados foram revelados há duas semanas maio.

Somando as 454 amostras de Pequim e as 265 de Londres, são 719 exames antidoping refeitos, utilizando tecnologia mais moderna. Dos 54 casos positivos, 22 são de atletas russo. Um pouco menos que a metade. Só é público o nome de Anna Chicherova, medalhista de bronze no salto em altura em 2008, quando testou positivo. Em Londres, ela ganhou ouro.

A imprensa russa, entretanto, noticia que, dos 14 casos referentes a Pequim, 11 são do atletismo. Isso só complica a situação do atletismo da Rússia, que está suspenso exatamente por causa do doping sistemático. A Associação das Federações Nacionais de Atletismo (IAAF) vai dar um veredicto dia 17 de junho e dificilmente livrará a cara dos russos.

Pelas regras, o COI mantém as amostras de atletas por dez anos, justamente para permitir que novas tecnologias possam identificar substâncias que, no momento da prova, ainda conseguem ser escondidas. A Corte Arbitral do Esporte (CAS), entretanto, já tem jurisprudência de que as amostras colhidas em 2008 podem ser reavaliadas só até agora, uma vez que, à época, a legislação previa que o doping prescrevia em oito anos.

O COI já avisou que esse novo pente fino sobre as últimas duas edições dos Jogos Olímpicos de Verão ainda não acabou e, nas próximas semanas, novos casos devem ser anunciados.