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Sardinhas descartadas por pescadores ameaçaram regatas da vela no Rio-2016

(Foto: Rio 2016/Alex Ferro) - Sardinhas descartadas por pescadores ameaçaram regatas da vela
(Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Um cardume de sardinhas descartadas por pescadores próximo à Ponte Rio-Niterói foi a primeira ameaça às competições de vela nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O problema ocorreu na segunda-feira passada, dia 8, dia da primeira regata, e foi detectado pelo sistema de monitoramento da Secretaria de Estado do Ambiente. Os 13 ecobarcos coletaram os peixes, desprezados pelo baixo valor comercial, antes que chegassem às áreas em que estavam os velejadores.

Os funcionários que operam os barcos também tiveram trabalho extra nos dias seguintes às chuvas que atingiram a cidade. Ainda que fracas, elas fizeram aumentar o lixo flutuante na Baía de Guanabara. Até mesmo mancha de óleo foi coletada pelos equipamentos dos barcos, antes que pudesse ser visualizada pelos atletas, que foram só elogios para as condições na baía nesta primeira semana de competições.

Para garantir que o serviço saia cedo todas as manhãs, os funcionários estão "aquartelados" - dormem em alojamentos do Arsenal de Marinha e só deixarão o local na quinta-feira, depois da última medal race.

"A baía não é um corpo homogêneo. Ela está longe do ideal, mas também não é a Geni que pintaram", afirmou o secretário de Estado do Ambiente, André Correa, que esteve na Marina nesta segunda-feira, mas não chegou a acompanhar as regatas, que foram canceladas.

Segundo ele, o sistema de barreiras nos rios está funcionando e evita que grande parte do lixo flutuante chegue às raias de regatas. "As ecobarreiras não são a jabuticaba brasileira. Toda baía tem gestão de lixo. A jabuticaba é que aqui no Brasil as pessoas jogam sofá, fogão nos rios e eles acabam na baía. Trinta por cento do lixo recolhido no Rio de Janeiro é coletado no chão".