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'Se alguém estiver dopado, nós vamos pegar', avisa De Rose a atletas olímpicos

(Foto: Ministério do Esporte) - 'Se alguém estiver dopado, nós vamos pegar', avisa De Rose
(Foto: Ministério do Esporte)

A possibilidade de fraude nos testes de doping dos Jogos Olímpicos do Rio é “zero”. A garantia é do gerente geral dos Serviços de Controle de Dopagem do Rio-2016, Eduardo de Rose, que descartou qualquer possibilidade de se repetir na Olimpíada o que aconteceu no laboratório da Rússia, quando amostras eram trocadas por funcionários “na calada da noite”.

Especialista em controle de dopagem, De Rose também assegura que nenhum atleta que usar substâncias proibidas passará impune nos Jogos do Rio. “Nós vamos pegar”, prometeu.

As declarações do médico foram dadas neste domingo, um dia após o jornal O Estado de S. Paulo publicar entrevista com os delatores do esquema de manipulação de exames antidoping na Rússia. Eles afirmaram que atletas do país disputarão a competição dopados.

“Não existe essa possibilidade”, rechaçou De Rose. “Os russos estão sendo testados como todos os outros, e qualquer atleta que ganhar uma prova ou for medalhista vai ser testado.”

Ele lembrou que todos os que foram mencionados no esquema estão afastados. “Se alguém estiver dopado, nós vamos pegar. Eu não penso que possa haver algum tipo de preocupação com isso”, insistiu.

Eduardo de Rose lembrou ainda que amostras dos exames realizados nos Jogos do Rio-2016 poderão passar por novas análises dentro de um período de dez anos. “Existem duas possibilidades: uma é que apareça alguma denúncia nesse período. A segunda é que nós temos também novas técnicas que são desenvolvidas e podemos reanalisar as amostras. O resultado final vai estar só em 2026.”

Sobre a chance de o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) sofrer alguma tentativa de fraude durante o período de análises - no laboratório russo, havia um buraco na parede pela qual eram trocadas as amostras dos exames -, De Rose afirmou que ela é nula.

“Zero, zero, zero. Primeiro que o nosso laboratório é independente, correto e ético. Em segundo lugar porque, mesmo que houvesse uma tentativa (de fraude), tanto os inspetores do COI como da Wada estão tendo agora maiores cuidados com essa possibilidade, que antes nem sequer passava pela nossa cabeça”, disse.

“Isso tem chance de acontecer quando tudo parte do Estado. No Brasil é muito difícil (haver manipulação de amostras) porque todas as áreas são independentes. É muito difícil que alguém faça alguma coisa.”