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Seleção brasileira feminina de basquete tem desafio contra a Austrália na estreia

(Foto: Divulgação/CBB) - Seleção brasileira feminina de basquete tem desafio contra Austrália
(Foto: Divulgação/CBB)

A seleção brasileira feminina de basquete estreia nos Jogos Olímpicos do Rio, neste sábado, às 17h30, na Arena do Futuro, em Deodoro, na zona norte da cidade, sabendo que tem chances ínfimas de vencer. A Austrália é uma das potências da modalidade e foi ao pódio de quatro dos últimos cinco Mundiais. O Brasil, que até o ano passado se arrastava, evoluiu nas mãos do técnico Antônio Carlos Barbosa. Mas ainda não o suficiente para ter outra meta senão perder de pouco.

"Não adianta a gente querer ter um otimismo burro. A gente tem que entender que a Austrália é a favorita. Outro dia, fez 89 pontos nos Estados Unidos. Temos que usar esse jogo como uma preparação. Não vamos entrar derrotados, mas vamos usar como preparação para os outros jogos, que podemos ganhar ou perder", admitiu o treinador.

Barbosa só assumiu a equipe no fim do ano passado, depois que uma hérnia de disco permitiu uma saída digna, por razões médicas, ao técnico Luiz Zanon, que falhava em sua proposta de renovar a equipe. Aos 71 anos, o treinador do Brasil no bronze de Sydney-2000 foi chamado e trouxe com ele a velha guarda da seleção.

Adrianinha voltou atrás da aposentadoria pelo Brasil e Iziane reassumiu o posto de estrela do time. Com cinco jogadoras acima da média no elenco, Barbosa conseguiu, enfim, transformar a ala/pivô Damiris em uma ala. Com isso, aumentou a estatura do time e conseguiu combinar entre as titulares Damiris, Érika e Clarissa.

Depois de pegar a Austrália, neste sábado, o Brasil ainda joga contra Japão, Bielo-Rússia, França e Turquia. A expectativa é vencer pelo menos dois desses times e avançar às quartas de final. Se ganhar de três, ainda foge de um eventual confronto contra os Estados Unidos e segue sonhando com chegar à semifinal.

Os amistosos ajudaram a mostrar que o que parecia um sonho até meses atrás é possível. Nos jogos preparatórios, o Brasil ganhou duas vezes do Japão (70 a 54 e 87 a 74) e uma da China (73 a 66). Contra a Sérvia, atual campeã europeia, perdeu só de nove pontos de diferença (90 a 81).

"Esses resultados não nos fazem achar que nós vamos ganhar a medalha. Mas que já houve o progresso, já houve", avaliou Barbosa, que acredita que, ainda que haja discrepância técnica entre suas titulares e reservas, tem algumas boas opções no banco. "Pode ter uma posição com reposição mais ou menos e outra com perda maior. A Iziane não está jogando e a Palmira correspondeu. Conseguimos elevar o nível de atletas que tinham participação pífia na seleção".