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Seleção de polo sofre contra a Hungria e perde na estreia no Estádio Aquático

Foto: Washington Alves/Exemplus/COB - Seleção de polo sofre contra a Hungria, perde e agora encara a Croácia
Foto: Washington Alves/Exemplus/COB

Palco onde brilharam nomes como Michael Phelps e Katie Ledecky até sábado, a piscina do Estádio Aquático se transformou em casa do polo aquático neste domingo. E a estreia da seleção brasileira lá não foi nada boa. Jogando contra um time mais técnico, o Brasil não foi páreo para a Hungria, que venceu por 10 a 6.

Depois de estrear com três vitórias, o Brasil chegará às quartas de final vindo de duas derrotas - havia perdido da Grécia, sexta, no Maria Lenk. Em terceiro no grupo, vai jogar exatamente contra quem mais queria evitar: a Croácia, atual campeã olímpica e medalhista dos últimos cinco Mundiais.

A Hungria chegou aos sete pontos e terminou em primeiro no Grupo A. Brasil, Grécia e Sérvia ficaram empatados com seis. Pelo critério adotado, a Grécia é a segunda colocada porque, considerando os resultados entre os três times, foi quem somou mais pontos (três).

Feito esse desempate, o terceiro lugar é definido a partir do confronto direto entre os times que seguem empatados. Aí, quem fica à frente é o Brasil, que venceu a Sérvia por 6 a 5 na terceira rodada. Austrália e Japão foram eliminados.

Quem se deu bem nessa foi a Sérvia, que vai jogar contra a Espanha, time teoricamente mais fraco dentre os que classificaram no outro grupo. Os espanhóis surpreenderam ao ficar na primeira colocação, com sete pontos, numa chave equilibrada em que a Croácia passou em segundo, com seis, mesma pontuação da Itália, a terceira. Montenegro ficou em quarto, eliminando os Estados Unidos de Tony Azevedo, brasileiro que não se interessou por jogar pelo time da casa no Rio.

Felipe Perrone, que jogou pela Espanha nas últimas duas Olimpíadas, aceitou o desafio e está comandando a seleção brasileira no Rio. Neste domingo, foi mais uma vez o artilheiro da equipe, com dois gols, junto com Bernardo Gomes.

Mas o grande destaque do jogo foi o goleiro da Hungria, Nagy, que fechou o gol no primeiro tempo de partida e permitiu aos europeus abrirem 5 a 0 no segundo quarto. O ataque brasileiro até teve oportunidades, mas perdeu chances claras, inclusive cara a cara com o goleiro.

A reação só começou na volta do intervalo. Mas, assim como já havia acontecido contra a Grécia, a seleção brasileira não soube controlar o jogo em situações em que defendia com um homem a menos, da mesma forma que não conseguiu aproveitar quando estava em vantagem numérica na piscina. Aí, não teve apoio da torcida que resolvesse.