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Seleção feminina de futebol aposta em estatura e bola aérea na estreia

(Foto: Ricardo Stuckert/ CBF) - Seleção feminina de futebol aposta em estatura e bola aérea na estreia
(Foto: Ricardo Stuckert/ CBF)

A seleção brasileira feminina de futebol já traçou sua estratégia para a estreia olímpica, nesta quarta-feira, contra a China, no Engenhão: apostar na baixa estatura do time adversário e, assim, abusar das bolas paradas.

As dicas, aliás, têm um importante histórico. Elas vêm de Rafaelle, Fabiana, Debinha e Darlene, jogadoras brasileiras que atuam em clubes chineses. "A bola parada é um ponto fundamental, porque elas não são muito boas. Também vamos precisar de paciência, que algo que a comissão técnica tem cobrado de nós em todos os treinamentos", avalia Fabiana, lateral do Dalian Quanjian.

"Com a estatura e qualidade da nossa equipe teremos vantagem sobre as jogadas aéreas", acrescenta a atacante Debinha, que também atua no Dalian Quanjian. "Elas estão sempre bem compactadas, mas têm uma certa dificuldade quando o campo é maior, por isso devemos explorar as costas da zaga em velocidade."

Atacante do Changchun Club e suplente da seleção feminina, Darlene corrobora a opinião das companheiras: "Elas têm a estatura baixa. Podemos nos aproveitar da bola parada. Não têm uma boa impulsão também".

Já a zagueira Rafaelle, que também joga no Changchun Club, aponta um caminho alternativo à estreia brasileira. Para ela, é preciso pressionar a saída de bola e inibir o toque das chinesas. "Para ganhar da China eu acho que a gente precisa pressionar a saída de bola delas e forçá-las ao erro. Com espaço, elas tocam muito bem a bola, dando um ou dois toques. Precisamos fechar a linha de passe e tomar cuidado com a subida das meias abertas e, consequentemente, do cruzamento das mesmas para a atacante central", finaliza.