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Seleção feminina promete início ofensivo para bater a Suécia na semi do futebol

(Foto: Divulgação/Alaor Filho/Exemplus/COB) - Seleção feminina promete início ofensivo para bater a Suécia
(Foto: Divulgação/Alaor Filho/Exemplus/COB)

Um gol logo nos 15 minutos iniciais é a primeira pretensão do treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, e das jogadoras da seleção brasileira de futebol feminino na partida desta terça-feira contra a Suécia, pela semifinal da Olimpíada do Rio. O jogo começará às 13 horas, no estádio do Maracanã, no Rio. Se vencer, o Brasil disputará a finalíssima na sexta contra o vencedor de Canadá x Alemanha. Recuperada da lesão muscular que a afastou dos dois últimos confrontos, a artilheira Cristiane treinou nesta segunda e deverá ser escalada.

A segunda pretensão é, marcado o gol inaugural, aproveitar os espaços que a Suécia deverá deixar na defesa, já que a seleção adversária terá de avançar em busca do empate. A terceira, fazer mais gols e fechar o placar sem a necessidade de prorrogação e pênaltis, desgastantes para quem terá de disputar uma final de Jogos Olímpicos três dias depois.

Nas quatro partidas até agora na competição, o Brasil partiu para cima dos adversários em seguida ao apito do árbitro. Mas o gol nunca saiu no início. O mais perto disso aconteceu na goleada de 5 a 1 justamente sobre a seleção sueca, na fase preliminar. Beatriz abriu a porteira da defesa inimiga aos 20 minutos do primeiro tempo.

O Brasil estreou contra a China - venceu por 3 a 0. Depois, goleou a Suécia. Já classificada, a seleção disputou a terceira partida da primeira fase com time quase reserva, contra a África do Sul, empatando sem gols. A estreia no mata-mata foi dramática. Brasil e Austrália ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Decidiram nos pênaltis. Brilhou a goleira Bárbara Micheline, que defendeu duas cobranças de maneira espetacular. Marta foi a única brasileira que perdeu a cobrança.

Se vier, o inédito ouro olímpico representará o auge das carreiras de jogadores de sucesso no esporte, como a craque Marta, a centroavante Cristiane - maior artilheira brasileira de Jogos Olímpicos, considerando homens e mulheres, com 14 gols em 18 partidas - e a meia Formiga, que disputa, aos 38 anos, a sexta Olimpíada consecutiva da carreira.

A todas elas, participantes ativas das campanhas olímpicas anteriores - Marta e Cristiane disputam os Jogos pela quarta vez -, falta a medalha de ouro. Em Atenas-2004 e Pequim-2008, derrotado na final, o Brasil ficou com a prata. Em Londres-2012, a seleção sequer chegou a disputar medalha, pois foi eliminada antes das semifinais.

A medalha também coroará a carreira do treinador Vadão, que, prestes a completar 60 anos, tem a possibilidade de entrar para a história do futebol brasileiro. Ele se notabilizou por dirigir equipes do interior paulista. Teve passagens por Corinthians e São Paulo em 2000 e 2001. Também comandou times como Criciúma, Vitória, Atlético Paranaense e Goiás. Antes de assumir a seleção, em 2014, trabalhava na Ponte Preta.

Para o treinador, a conquista olímpica poderá ser a oportunidade de o Brasil dar início a um processo de resgate do esporte, já que não há nem competições nem equipes fortes no futebol feminino nacional. Nesta segunda-feira, o técnico insistiu no tema. Em entrevista coletiva, reclamou novamente da falta de investimento na formação de base no Brasil.

Segundo Vadão, “as meninas não têm onde jogar” aos 14, 15 anos, idade em que, no exterior, as adolescentes começam a ingressar no esporte. “Nossa esperança é que a gente traga motivação para que as pessoas ajudem a desenvolver a modalidade, tão carente”, disse o técnico, para quem atuar nesta terça-feira no Maracan㠓nos deixa ainda mais motivados”.

Vadão afirmou que o estádio carioca “faz parte da cultura mundial”. Para ele, o apoio do torcedor, que deverá lotar o Maracanã, terá papel fundamental na tática de pressão. Foi assim nos jogos anteriores.