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Seleção masculina de rúgbi começa trajetória no Rio-2016 com a cabeça no lugar

(Foto: Divulgação/Brasil Rugbi)  - Seleção masculina de rúgbi começa trajetória no Rio-2016
(Foto: Divulgação/Brasil Rugbi)

O Brasil começa nesta terça-feira, às 13h30, um desafio contra uma "missão impossível" nos Jogos Olímpicos. O País terá pela frente no torneio de rúgbi sevens um grupo complicado, com Fiji (o adversário na estreia), Estados Unidos e Argentina, todos países com mais tradição na modalidade. Para tentar reverter esse quadro, entretanto, o que não faltará será motivação. O trabalho de levantar o ânimo do time na Olimpíada do Rio ficou com Giuliano Passini, ex-jogador do time e que atualmente trabalha com a ONG que idealizou, a ALMA Rúgbi. Durante a preparação, foram três encontros, cuja esperança é que os resultados sejam revertidos em campo.

"Depois da primeira reunião eles entraram em um treino e eu fiquei no assistindo. Assim que saiu do treino o Lucas Tanque (capitão da seleção brasileira) falou que sentiu diferença e esse foi um comentário recorrente nesses três semanas. Eles estavam mais focados, mais pró-ativos e fora do treino passaram a conhecer melhor um ao outro", afirma Passini.

Motivar um time que sabe que irá enfrentar três adversários tecnicamente superiores foi o grande desafio. Apesar do trabalho em campo não ter sido o foco da ação motivacional, a esperança é que com apoio da torcida e focados, a seleção consiga superar os desafios iniciais.

"Difícil é. Obvio, acho que o Brasil caiu no grupo mais difícil. Se já não era fácil o sorteio não ajudou. Mas o Brasil já ganhou da Argentina, já ganhou dos EUA, só nunca ganhou de Fiji. E o jeito é fazer o que está ao alcance de cada um deles para que no último minuto estejamos em pé de igualdade. Foi a única coisa que falei de resultado e acho que eles concordaram com isso. trabalhar a cada minuto, cada posse de bola, cada defesa para se manter competitivo. É o que está no nosso circulo de influência", conta Giuliano.

CRESCIMENTO - Para ele, a importância da participação brasileira na Olimpíada pode ser maior que o resultado conquistado dentro de campo. O esporte tem crescido no Brasil. Os últimos jogos de rúgbi no estádio do Pacaembu chegaram a reunir um público de 10 mil pessoas.

"É importante esse momento, porque não é só quem é do rúgbi que assiste. A gente tem a possibilidade de dar o exemplo que o rúgbi traz do Brasil inteiro e do mundo. Vai ter gente vendo que nunca ouviu falar em rúgbi", completa o ex-jogador.