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Sem brilho nem carisma, Dream Team busca o ouro olímpico contra a Sérvia

(Foto: Rio 2016) - Dream Team busca o ouro olímpico contra a Sérvia
(Foto: Rio 2016)

A passagem da seleção masculina de basquete dos Estados Unidos pelo Brasil deve terminar com a medalha de ouro neste domingo na final contra a Sérvia, às 15h30, e sem premiação pela simpatia ou pela ligação com o público. Discretos e frios, os norte-americanos são os favoritos a mais uma conquista sem terem feito uma campanha arrasadora, construída com placares pequenos e na administração de vantagens magras.

A maior potência olímpica da modalidade pode chegar ao 15.º ouro em 17 participações. Dos sete jogos que antecederam a decisão, em quatro a equipe ganhou por 10 pontos ou menos. O sufoco em alguns momentos fez o público mudar a conduta em comparação à estreia dos norte-americanos, contra a China, por 119 a 62.

A idolatria demonstrada no ginásio deu lugar a gritos de “eu acredito” em alguns momentos e o apoio para os adversários conseguirem ganhar e acabar com os dez anos de invencibilidade do Dream Team. “Nós não jogamos bem no começo. Mas agora, com as fases decisivas chegando, vamos chegar ao pico das nossas atuações na hora certa”, comentou o armador Kyrie Irving, do Cleveland Cavaliers.

Pela frente na disputa do ouro a seleção terá frente um dos rivais que mais deu trabalho na primeira fase: a Sérvia, vice-campeã mundial.

As estrelas da NBA tiveram pouco contato com os fãs no Brasil. O elenco se hospedou em um navio transatlântico vindo da Itália e pouco saiu pelo Rio de Janeiro. “Na verdade, para ser bem sincero, quando estou lá dentro do navio, nem me sinto que estou sob o mar. É como se fosse um hotel normal. Temos privacidade e conforto”, explicou o armador Kyle Lowry, do Toronto Raptors.

Segundo o jornal Extra, em uma noite alguns jogadores visitaram uma boate em Copacabana, onde foram vistos com mulheres. Dias depois, aproveitaram uma manhã de folga para conhecer o Cristo Redentor, de onde publicaram fotos e vídeos para as redes sociais.

Quatro jogadores estiveram em Copacabana para ver uma partida de vôlei de praia. Kevin Durant, Daymond Green, DeAndre Jordan e Jimmy Butler estiveram em uma área restrita na arena, acompanhados por seguranças e viram uma partida da dupla norte-americana feminina formada por Kerri Walsh e April Ross, enquanto bebiam cerveja e se vestiam sem o uniforme da seleção.

Na saída, o grupo causou alvoroço. Após descerem à quadra para cumprimentar as compatriotas pela vitória nas quartas de final, o quarteto deixou a arena cercado por um estafe que proibiu o registro de imagens. Um dos seguranças chegou a botar a mão na lente de um cinegrafista para que os jogadores não fossem mostrados.

DESPEDIDA - O técnico Mike Krzyzewski vai se despedir do comando da seleção ao fim da participação olímpica. No cargo desde 2005, o treinador tem somente uma derrota, na semifinal do Mundial no ano seguinte, para a Grécia.

Desde então, foram dois títulos mundiais e duas medalhas olímpicas. O “Coach K”, como é chamado, admitiu passar dificuldades no Rio para entrosar o elenco e superar o cansaço ao fim da temporada da NBA. “Nós passamos dificuldades. Eu acho que todo o pessoal teve dificuldade de manter o ritmo dos jogos como era necessário. Pelo menos conseguimos achar um caminho para ir atrás do nosso objetivo”, disse o ala-pivô Paul George, do Indiana Pacers.