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Sem Rússia, atletismo começa com 'vagas no pódio' e muitos candidatos a ocupá-las

Foto: Divulgação - Sem Rússia, atletismo começa com 'vagas no pódio' e muitos favoritos
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O atletismo inicia nesta sexta-feira a disputa por um total de 141 medalhas como a maior competição dos Jogos do Rio. O torneio, quase uma Olimpíada dentro da Olimpíada, tem uma nova lista de favoritos após a decisão da Associação de Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) de que impediu a presença dos russos por doping. Sem eles, o pódio tem lugares vagos. E o Brasil se candidata a ocupá-los.

O leque de possibilidades foi aberto em diversas modalidades. A ausência mais famosa é de Yelena Isinbayeva, que tentaria o tri depois do ouro em Atenas-2004 e Pequim-2008. “A ausência da Rússia favorece vários países, e nós estamos entre eles”, afirma Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo.

Do ponto de vista competitivo, os especialistas afirmam que o espetáculo perde com os russos do lado de fora. Por outro lado, especula-se que o sistema de doping tenha “criado” recordes. A marca mais antiga foi conquistada pela checa Jarmita Kratochvílová, que cravou 1min53s28 nos 800 metros, em 1983. “Os resultados ficaram quase inatingíveis, principalmente no feminino”, diz o técnico brasileiro Nélio Moura.

Embora os Jogos percam o “nível de excelência russo”, como opina Gomes, não faltam estrelas nos outros países. A maior delas é Usain Bolt. Recuperado de uma lesão muscular, o jamaicano tentará um tricampeonato inédito na história dos Jogos nos 100m, 200m e nos 4x100m. Domingo, ele correrá os 100m.

Com a melhor marca da temporada (9,80s), o norte-americano Justin Gatlin é o maior candidato a interromper o sonho do jamaicano nos 100m, a prova mais nobre do atletismo. Ele é um dos ícones dos Estados Unidos, maior potência da modalidade, que trouxeram ao Rio cinco campeões olímpicos e cinco campeões mundiais. Nas provas de velocidade, EUA e Jamaica disputam a hegemonia.

Nas provas de longa distância, etíopes e quenianos costumam colocar o continente africano no centro do mapa. O Quênia vai trazer astros como David Rudisha, campeão olímpico em Londres-2012 e bicampeão mundial nos 800m. A etíope Genzebe Dibaba é um dos nomes em evidência. Irmã de Tirunesh Dibaba, tri olímpica, e de Ejegayehu Dibaba, prata em Atenas, ela é a atual recordista mundial dos 1.500m. Vai disputar os 5.000m, no qual conquistou bronze em Pequim.

A exceção para a supremacia dos países africanos é Mo Farah, somali naturalizado inglês, que vai defender os títulos nos 5.000m e 10.000m. Ele é cinco vezes campeão mundial.

O salto com vara feminino é provavelmente a prova mais acirrada nas disputas de campo. Pelo menos sete atletas têm chances reais de medalha com marcas entre 4,80m e 4,87m. Entre elas estão a grega Ekateríni Stefanídi, a cubana Yarisley Silva, a norte-americana Jennifer Suhr e a brasileira Fabiana Murer. E Isinbayeva está fora.