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Sob pressão, Brasil e Argentina fazem confronto decisivo no basquete masculino

(Foto: Rio 2016) - Brasil e Argentina fazem confronto decisivo no basquete masculino
(Foto: Rio 2016)

A experiente seleção brasileira masculina de basquete tem neste sábado um dos testes mais complicados dos últimos anos. Sob intensa pressão e rivalidade, a equipe precisa bater a Argentina nos Jogos do Rio-2016 para duas finalidades. Vale se manter vivo na disputa por vaga nas quartas de final e conseguir pontuar para evitar um precoce confronto contra os Estados Unidos.

O Grupo B, formado por seis seleções, terá quatro classificados para a fase seguinte. O Brasil está posicionado exatamente na última vaga, atrás da Argentina - se terminar nesta posição vai encarar justamente os norte-americanos na próxima fase.

O elenco formado por uma das mais renomadas gerações, com cinco atletas na NBA, tem uma das prováveis últimas chances de disputar um competição de elite. O Brasil tem a maior média de idade do torneio olímpico, com quase 30 anos, e terá de usar essa bagagem para reagir após perder para Lituânia e Croácia e derrotar a Espanha.

Uma nova derrota não significa eliminação. Ainda restará a Nigéria na última rodada. Mas perder para os rivais aumenta o risco de terminar em quarto lugar e ter pela frente os Estados Unidos nas quartas de final. “Minha preocupação é ganhar da Argentina para que o Brasil continue nos Jogos”, resumiu o técnico argentino Rubén Magnano.

O técnico tem contrato até o fim da Olimpíada e conhece muito bem os adversários. Alguns deles foram seus jogadores na própria seleção - ele conquistou o ouro para seu país nos Jogos de Atenas, em 2004. Em Londres, em 2012, a Argentina eliminou a equipe nas quartas de final. No Mundial em 2014, o Brasil deu o troco nas oitavas de final.

Os argentinos encaram o confronto de maneira parecida. Eles pretendem derrotar o Brasil para não depender de uma vitória na última rodada sobre a Espanha, número 2 do mundo. “Não jogamos bem e perdemos para a Lituânia. Pelo menos um dos dois últimos jogos temos que ganhar. Se o próximo é o Brasil, então vamos buscar”, afirmou Manu Ginobili.

FEMININO - Já eliminada, a equipe se despede dos Jogos neste sábado contra a Turquia. A missão é ganhar pelo menos uma partida após ter acumulado quatro derrotas - para França, Bielo-Rússia, Japão e Austrália.