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Thiago Pereira fica em 7º e vê Phelps ser tetracampeão olímpico nos 200m medley

Foto: Flavio Florido/Exemplus/COB - Thiago Pereira fica em 7º e vê Phelps ser tetracampeão olímpico
Foto: Flavio Florido/Exemplus/COB

O último encontro entre Thiago Pereira, Michael Phelps e Ryan Lochte numa Olimpíada acabou sem medalha para o brasileiro, mais uma vez. Nesta quinta-feira, na prova dos 200 metros medley, Pereira ficou na sétima posição, com o tempo de 1min58s02, para decepção dos torcedores.

Phelps, que já avisou que não estará nos Jogos de 2020, em Tóquio, conquistou o tetracampeonato da mesma prova individual, com o tempo de 1min54s66. O japonês Kosuke Hagino faturou a medalha de prata, com 1min56s61, e o chinês Shun Wang ficou com o bronze, com 1min57s05. Ryan Lochte foi apenas o quinto colocado, com 1min57s47.

Desde os Jogos de Atenas-2004, eles se encontram nos 200m medley. Na Grécia, o trio esteve na final, mas Thiago ficou apenas na quinta posição e viu o ouro de Phelps e a prata de Lochte. Quatro anos depois, em Pequim-2008, o brasileiro foi quarto colocado e viu mais um ouro de Phelps, com direito a recorde mundial, e o bronze de Lochte.

Já nos Jogos de Londres-2012, eles continuavam juntos nas raias da prova final. E por pouco Thiago não beliscou uma medalha de bronze. Ficou mais uma vez em quarto lugar, atrás de Phelps (ouro), Lochte (prata) e do húngaro Laszlo Cseh (bronze). A decepção só não foi tão grande porque Thiago, naquela edição da Olimpíada, conquistou a medalha de prata nos 400m medley.

Aos 30 anos, o atleta nascido em Volta Redonda (RJ) optou por nadar apenas uma prova individual na Olimpíada, pois sabia que se optasse por competir em muitas baterias não estaria com fôlego. Como as finais são disputadas à noite no Rio, após às 22 horas, a ideia foi se preparar e apostar todas suas fichas nos 200m medley.

Thiago nadou as eliminatórias e fez o quinto melhor tempo com a marca de 1min58s63. Na noite de quarta-feira, foi ainda melhor nas semifinais e fez 1min57s11, avançando na terceira posição geral, atrás apenas de Phelps e Lochte. Ele sabia que tinha chance de pódio, mas precisava ter cuidado com o japonês Kosuke Hagino, quarto colocado nas semifinais.

Como de costume, Thiago começou forte a prova, no estilo borboleta, e virou na primeira posição. Depois, no nado costas, passou em segundo empatado com Phelps. A cada virada a torcida se levantava e gritava mais alto, transmitindo energia para o nadador da casa. No peito, ele subia a cabeça e todos empurravam. Virou em segundo e foi para o tudo ou nada no livre. No final, ficou com a sétima posição.