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Torben Grael critica rampa temporária da Marina, danificada em ressaca

"A rampa não foi muito bem projetada e a utilização dela já estava complicada antes do problema", afirmou o iatista (Foto: COB) - Torben Grael critica rampa temporária da Marina, danificada em ressaca
"A rampa não foi muito bem projetada e a utilização dela já estava complicada antes do problema", afirmou o iatista (Foto: COB)

O coordenador técnico da equipe de vela brasileira, Torben Grael, criticou a rampa temporária da Marina, que foi danificada no fim de semana por causa da ressaca que atingiu a orla. De acordo com Torben, uma falha no projeto já vinha dificultando a utilização da estrutura antes mesmo do incidente. O Comitê Rio-2016 informou que os reparos na rampa já começaram e ela estará pronta para o início das provas de vela, em 8 de agosto.

"A rampa não foi muito bem projetada e a utilização dela já estava complicada antes do problema", afirmou o iatista, de 56 anos, dono de cinco medalhas olímpicas. "Em vez de ficar com inclinação constante e pequena, a rampa estava praticamente horizontal e com inclinação muito grande na parte final dela. Isso dificultava a utilização, com atletas escorregando nessa parte muito inclinada que fica dentro da água."

A rampa provisória é feita de estrutura metálica, coberta por compensado naval. Boias permitem que se movimente de acordo com a maré, que varia cerca de 1,20 metro. No fim de semana, uma ressaca provocou ondas de até três metros de altura na Praia de Copacabana. A força do mar partiu uma emenda da estrutura metálica. Técnicos avaliaram as avarias ainda no fim de semana, mas não puderam iniciar os trabalhos por causa das ondas fortes. Os operários começaram a recuperar a rampa na segunda-feira, dia de mar tranquilo e pouco vento. Os atletas puderam treinar, usando a rampa de concreto.

Para Torben, a ressaca afetou a estrutura temporária por causa de outra falha no projeto da Marina - a falta de enrocamento de proteção, estrutura de pedras que poderia impedir a entrada de ondas fortes. "Essa é uma deficiência da Marina, que mais cedo ou mais tarde tem de ser corrigida. Ela está numa zona toda aterrada. Não faz sentido perder 80% da capacidade da Marina porque não tem enrocamento de proteção. A boca da Marina é virada para a boca da barra. Ela necessita de uma proteção que não deixe a onda entrar", afirmou.