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Último dia da luta olímpica é marcado por protesto inusitado de técnicos

(Foto: Divulgação/UWW) - Último dia da luta olímpica é marcado por protesto inusitado
(Foto: Divulgação/UWW)

A luta olímpica presenciou neste domingo uma cena inusitada. Dois técnicos da Mongólia invadiram a área de combate e tiraram a roupa para demonstrar a indignação com a derrota do atleta do país, Mandakhnaran Ganzorig, na disputa pela medalha de bronze na categoria 65kg.

Os árbitros deram um ponto a Ilkhativor Navruzov, do Uzbequistão, por falta de combatividade do adversário. Um dos treinadores tentou inicialmente reclamar com o árbitro e depois tirou a camisa. Quando as atenções se voltaram para ele, o outro apareceu ao lado, tirou a camisa, a calça e ficou de cueca, ajoelhado.

Ganzorig, da Mongólia, vencia por 7 a 6 faltando cinco segundos para o término da luta. Confiante de que a medalha estava assegurada, começou a comemorar levantando os braços e tentando fugir do oponente.

A luta acabou e os técnicos do atleta uzbeque protestaram por falta de combatividade. A revisão foi acatada e o duelo ficou empatado em 7 a 7. E o primeiro critério de desempate na luta olímpica garante a vitória ao último que tiver pontuado. Por isso toda a confusão.

A medalha de ouro ficou com o russo Soslan Ramonov, que derrotou na final Toghrul Asgarov, do Azerbaijão. O outro bronze na modalidade ficou com o italiano Marquez Chamizo, que bateu o norte-americano Franl Molinaro.

Na disputa da categoria de 97kg, a medalha de ouro foi para o norte-americano Kyle frederick, que derrotou o atleta do Azerbaijão, Khetag Goziumov por 2 a 1. Os bronzes foram para o romeno Albert Saritov e o usbeque Magomed Ibragimov, que derrotaram o georgiano Elizbar Odikadze e o ucraniano Valerii Andriitse, respectivamente.

Com o término da luta olímpica neste domingo, os russos e os japoneses saíram como principais vencedores na modalidade com quatro medalhas de ouro cada. Cuba e Estados Unidos ficaram logo atrás com duas conquistas para cada país.