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Wada rebate críticas do COI e defende 'timing' de relatório contra Rússia

Foto: Divulgação  - Wada rebate críticas do COI e defende relatório contra Rússia
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Os desentendimentos entre a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) parecem estar longe de terminar. Nesta segunda-feira, a poucos dias do início da Olimpíada do Rio, o presidente da agência, Craig Reedie, voltou a atacar os comentários manifestados pelo comitê.

"É óbvio que é desestabilizador apresentar o relatório na véspera da Olimpíada, mas, levando em conta a gravidade do relatório, as informações precisavam ser apresentadas imediatamente", comentou Craig Reedie nesta segunda-feira.

A polêmica envolvendo o caso de doping dos atletas russos ganhou mais esse capítulo no domingo, quando o presidente do COI, Thomas Bach, sugeriu que a Wada era culpada por provocar um caos na véspera da Olimpíada. Segundo Bach, a agência deveria ter agido mais cedo, e não apresentado um relatório condenatório, feito pelo advogado canadense Richard McLaren, tão próximo do Rio-2016.

"O COI não é responsável pelo timing do relatório McLaren", alegou Bach no domingo. "O COI não é responsável pelo fato de as diferentes informações fornecidas à Wada há anos não terem sido seguidas", completou.

Craig Reedie, por sua vez, se defendeu e afirmou que o timing do relatório de McLaren foi desestabilizado pelo grande número de organizações que já estavam envolvidas com os Jogos Olímpicos. Porém, ainda segundo ele, a agência agiu imediatamente quando verificou que as provas contra a Rússia eram concretas.

A Wada revelou um esquema de doping sistemático no esporte russo, que contava com o apoio de autoridades do governo. O atletismo foi a primeira modalidade descoberta, mas a entidade também constatou irregularidades em outros esportes. Assim, pediu o banimento total da Rússia na Olimpíada.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) não acatou o pedido, mas impôs restrições à participação dos russos no Rio de Janeiro. Na prática, a entidade "terceirizou" para as federações esportivas de cada modalidade a decisão sobre liberar ou não os atletas russos. Algumas federações adotaram uma linha dura, com a exclusão total, como o atletismo ou a equipe russa de modalidades como remo, canoagem e natação.