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Atual bicampeão, Djokovic cai em Wimbledon e dá adeus a sonho do Golden Slam

Atual bicampeão de Wimbledon, o sérvio Novak Djokovic se despediu de forma precoce do Grand Slam britânico neste sábado, ao ser derrotado pelo norte-americano Sam Querrey por 3 sets a 1, com parciais de 7/6 (8/6), 6/1, 3/6 e 7/6 (7/5), na terceira rodada. Com a queda, o sérvio viu acabar o sonho de fechar o Grand Slam e o Golden Slam nesta temporada.

Sem perder na grama londrina desde a final de 2013, o número 1 do mundo sofreu sua pior queda na competição desde 2008, quando foi eliminado na segunda rodada. Desde então, Djokovic disputou quatro finais e venceu três delas, sendo as últimas duas, ambas sobre o suíço Roger Federer.

A partida contra Querrey, atual 41º do mundo, começou na sexta-feira, na quadra 1, que não conta com teto retrátil. Com uma atuação surpreendente, o azarão abriu 2 sets a 0 sobre o grande favorito ao título. E só não fechou o jogo porque a chuva paralisou a partida, trazendo alívio para Djokovic, então irreconhecível em quadra.

Na retomada da partida, na manhã deste sábado, o líder do ranking exibiu forte reação e abriu 4/0 no terceiro. Até que o mau tempo voltou a interromper o duelo. Ao voltar ao jogo, Querrey esboçou reação, mas não evitou a derrota na parcial. O confronto seria paralisado mais duas vezes até o ponto final.

No quarto set, os dois tenistas mostraram forte equilíbrio. Djokovic tinha mais dificuldade para vencer seus games, enquanto Querrey contava com aces para se manter vivo no set. Até que o sérvio obteve a quebra e parecia perto de empatar a partida. Ao sacar para o set, porém, sofreu a quebra.

No tie-break, novamente Djokovic teve boas chances para empatar a partida. Querrey, exibindo certo nervosismo, começou mal, cometendo erros bobos. O sérvio abriu vantagem, porém também foi irregular. Assim, o norte-americano voltou a crescer no duelo e foi para cima, fechando o jogo, num dos maiores feitos de sua carreira, após 2h56min (somando os dois dias). Nas oitavas, Querrey vai enfrentar o francês Nicolas Mahut.

A eliminação precoce de Djokovic encerra uma sequência de números expressivos que o sérvio vinha cravando na história do tênis. Ele vinha de uma série de 30 vitórias consecutivas em torneios de Grand Slam - não perdia desde a final de Roland Garros de 2015, diante do suíço Stan Wawrinka. Com mais um triunfo, se igualaria ao australiano Rod Laver.

Djokovic tinha a chance de alcançar um recorde de cinco títulos seguidos de Grand Slam, o que nunca fora alcançado por um tenista na história. Ele vencera Wimbledon e US Open, no ano passado, e o Aberto da Austrália e Roland Garros, neste ano, fechando o Grand Slam.

Depois disso, sua meta era vencer os quatro principais torneios do circuito num mesmo ano, o que só Laver e o norte-americano Don Budge conseguiram. A derrota em Londres, porém, acabou com seus planos. Poderia ainda alcançar um sonhado Golden Slam, nunca antes atingido, se vencesse os quatro Grand Slams do ano e conquistasse a medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro.