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Brasil festeja chance de pegar Itália na Liga Mundial e exalta força de rival

Líder da fase de classificação da Liga Mundial, a seleção brasileira masculina de vôlei irá estrear no estágio derradeiro da competição nesta quarta-feira, às 12h30 (de Brasília), contra a Itália, na Tauron Arena, em Cracóvia, na Polônia. Embora o tradicional rival seja sempre temido como um adversário que normalmente o Brasil prefere não ter pela frente em uma competição, o time nacional desta vez festeja a oportunidade de encarar os italianos pelo fato de que o confronto servirá como um importante teste antes dos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto.

O levantador Bruninho, que na temporada passada atuou junto com o central Lucão no vôlei italiano, na equipe do Modena, conhece bem os adversários desta quarta e destacou a importância de poder medir forças com eles neste período final de preparação para a Olimpíada.

"É importante, neste momento, ter os melhores testes possíveis. Estamos entre os seis melhores times do mundo, muito motivados e querendo mostrar o nosso jogo agora", afirmou o capitão brasileiro, admitindo também que os rivais conhecem muito bem o seu jogo e que, por isso, tentará "ludibriar um pouco esses caras" no confronto desta quarta.

O técnico Bernardinho, por sua vez, enumerou as qualidades dos italianos ao traçar um perfil atual da equipe adversária e projetar o confronto na Polônia. "Eles têm opções de troca, já que o Zaytsev está jogando de ponteiro e pode alternar como oposto, e estamos esperando para conhecer como vai ser contra o nosso time. A Itália tem um vigor físico enorme e depende muito disso. Saque e bloqueio, sistema defensivo, talvez seja o ponto alto deles. A entrada do Juantorena, o cubano naturalizado, deu um algo a mais no sentido de força e capacidade de decidir", lembrou o comandante, por meio de declarações reproduzidas pelo site da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Depois de pegar a Itália, o Brasil também enfrentará um velho e temido rival na sexta-feira, às 15h30 (de Brasília), na rodada derradeira de classificação para as semifinais. Tratam-se dos Estados Unidos, outra potência cuja seleção estará presentes nos Jogos do Rio no vôlei masculino.

Como entre Brasil, Itália e EUA no Grupo K1 da fase final, apenas duas seleções avançarão à semi, o time de Bernardinho sabe que uma vitória sobre os italianos é muito importante. Para isso, Lucão espera se tornar um trunfo também com dicas que dará aos companheiros ao alertar sobre as virtudes e pontos fracos dos adversários.

"São pessoas espetaculares e grandes jogadores. O Vettori tem tudo para ser um dos melhores opostos do mundo, o Piano é um grande central, que bloqueia muito bem, o líbero é excelente. Enfim, deu para conhecer bem o estilo de jogo deles e acho que vou conseguir ajudar os meus companheiros com algumas informações", disse o central.

O jogo entre Brasil e Itália irá abrir a fase final, que nesta quarta também contará com o confronto entre a dona da casa Polônia e a França, atual campeã da competição, às 15h30 (de Brasília), no primeiro confronto do Grupo J1. Esta chave também conta com a Sérvia, única seleção que avançou a este estágio que não se classificou aos Jogos do Rio.