28°
Máx
17°
Min

Zé Roberto comemora reação da seleção em virada sobre a Bélgica

Depois de uma dura derrota para a Sérvia, nada melhor que uma vitória de virada para recuperar o moral da seleção brasileira feminina de vôlei no Grand Prix. Na madrugada deste sábado, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães venceu a Bélgica por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/19, 25/15 e 25/18, em Macau, na China.

Satisfeito com o triunfo, Zé Roberto elogiou a evolução da equipe nos principais fundamentos. "Tirando o primeiro set, gostei de como a nossa equipe se apresentou. Sacamos e bloqueamos melhor do que no jogo contra a Sérvia e mais jogadoras puderam ganhar ritmo de jogo como a Gabi e a Jaqueline e isso foi positivo", destacou o treinador.

Os destaques da partida foram as atacantes Sheilla e Juciely. Cada uma marcou 19 pontos. A central Thaisa contribuiu com 13 e a ponteira Gabi, com 11. Pela equipe belga, a oposta Lise Van Hecke marcou 16 pontos.

Uma das maiores pontuadoras do jogo, Sheilla ressaltou a vitória tranquila nos sets finais, o que permitiu ao técnico dar chance a outras jogadoras. "Foi uma vitória importante pelos três pontos, mas sabemos que precisamos crescer a cada jogo. Essa partida também foi boa para dar mais oportunidade a outras jogadoras. A Gabi pôde jogar mais tempo", comentou.

Com quatro vitórias e uma derrota, a seleção está no Grupo D desta fase do Grand Prix. Seu próximo adversário será a China, que costuma ser uma das favoritas ao título. A partida está marcada para a madrugada deste domingo.

"Será um jogo muito difícil e diferente das últimas partidas. A China joga com muita velocidade e tem jogadoras muito altas. Vamos precisar sacar bem para quebrarmos o passe delas", projetou a experiente Sheilla, dona de duas medalhas de ouro olímpicas.

Para este jogo contra a Bélgica, Zé Roberto escalou a seleção com Dani Lins, Sheilla, Gabi, Natália, Thaisa, Juciely e a líbero Léia. Camila Brait foi poupada, enquanto Jaqueline, Tandara e Roberta entraram na equipe ao longo da partida.

E, com estas mudanças, o Brasil oscilou pouco. Praticamente, só hesitou no set inicial, em razão da falta de entrosamento das novas jogadoras com as titulares que estavam em quadra. Apesar do revés na parcial, o duelo foi equilibrado até o ponto final.

Mais embalado, a seleção voltou melhor na segunda parcial e liderou o placar do início ao fim. Chegou a abrir 16/08 antes de fechar com um tranquilo 25/19. No terceiro set, o roteiro teve sequência, com vantagem de dez pontos, passando de 14/04 a 25/15 com facilidade. No quarto, com a Bélgica praticamente entregue, o time de Zé Roberto não precisou fazer esforço para manter o ritmo e vencer com tranquilidade.