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92,6% dos professores da rede estadual de SP votaram pelo bônus

A enquete feita pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) apontou que 92,6% dos professores da rede estadual de São Paulo preferem receber o bônus por desempenho. O governo propôs à categoria que escolhesse entre a bonificação ou um reajuste de 2,5%, que valeria para toda a categoria. Não foi divulgado o número de servidores que participaram da enquete.

Na segunda-feira, 28, o governo anunciou que não pagaria a bonificação. Em função da crise econômica, o governo queria reverter a bonificação em reajuste para os 300 mil servidores da educação e 100 mil aposentados. Após os professores manifestarem insatisfação, o governo abriu a enquete para que eles pudessem opinar sobre as duas opções.

De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, o resultado da enquete será avaliado pela área técnica. A enquete ficou aberta de terça-feira, 29, até as 14h desta quinta-feira, 31. "O modelo escolhido permitiu a participação, sem intermédio dos sindicatos, dos servidores da capital, região metropolitana e interior paulista", informou a secretaria.

Pago anualmente em março, o bônus seria suspenso neste ano pela primeira vez desde que foi criado, em 2008. O governo diz que poderia usar os R$ 500 milhões da bonificação - em 2015, pagou-se R$ 1 bilhão para 232 mil servidores - como a única alternativa para que toda a categoria tenha reajuste ainda este ano. Os professores estão há 18 meses sem aumento.

Os sindicatos da categoria foram contrários à enquete e orientaram os professores a não responderem, por defenderem que nenhuma das alternativas era "razoável".