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Alguns classificam a ‘Escola de Princesas’ como machista, outros adoraram a ideia

(Foto: Divulgação/UAI) - ‘Escola de Princesas’ gera polêmica e discussões na internet
(Foto: Divulgação/UAI)

Nos últimos dias a ‘Escola de Princesas’ vem chamando a atenção da internet e, como quase tudo na vida, tem gerado discussões acaloradas entre quem acha ‘fofinho’ e quem acha ‘o fim do mundo’. Na escola, criada em Uberlândia, em Minas Gerais em 2013, e que agora já conta com filiais em outras cidades mineiras e chega à São Paulo no fim deste mês, as aulas são destinadas apenas para meninas. Na carga horária constam aulas de etiqueta a mesa, como arrumar o cabelo, se maquiar, além de regras de culinária e organização da casa, entre outros temas.

A maioria das pessoas que comentaram, se posicionaram contrários à ideia. Para essas pessoas, a escola é “um retrocesso, uma forma de alienar as meninas e de incutir a ideia de que mulher deve ser ‘bela, recatada e do lar’”. Em um dos comentários, por exemplo, a internauta afirma que o local nem poderia ser chamado de escola. “Ensinar a arrumar a cama e comer à mesa? Faça-me o favor, se vocês não ensinam nem isso em casa, colocaram filho no mundo para quê?”, questiona.

Outra internauta comenta que “se tivesse uma filha, jamais a matricularia neste tipo de escola”. “Daria a ela referências sobre como ser uma boa pessoa, que respeita seus semelhantes, mas, principalmente, a criaria para não lhe incutir na mente um tipo de papel específico, onde meninos isto, meninas aquilo. A criaria de forma a oferecer o máximo de opções, caso ela seja mecânica, cientista, filosofa, bombeira, professora infantil, etc”.

Mas, há também quem acredita que a escola e os temas ensinados são de suma importância. “Colocaria sem dúvida minha filha em uma escolinha como esta”, afirmou uma internauta, que completou com um poema: “O mundo já tem muitas mulheres agressivas; precisamos de mulheres ternas. Já há muitas mulheres grosseiras; precisamos de mulheres gentis. Há muitas mulheres ríspidas; precisamos de mulheres refinadas. Existem muitas mulheres que têm fama e fortuna; precisamos de mais mulheres de fé. Já existe ambição bastante; precisamos de mais bondade. Existe orgulho suficiente; precisamos de mais virtude. Já temos popularidade demais; precisamos de mais pureza”.

Vale ressaltar, que para o ‘clube da Luluzinha’, o ‘Bolinha’ não foi convidado e, este também está sendo um dos motivos de discussão. “Não tem problema nenhum elas aprenderem a cozinhar e arrumar o quarto, o problema é a ideologia altamente machista que essa escola prega. Ensinem os meninos a fazerem as tarefas domésticas também então! Porque ‘toda menina quer ser uma princesa?’ Já permitiram que elas mesmas descubram o que querem para elas? E se uma menina quer ser uma "heroína" ou inventora ou até jogadora de futebol? Para que ficar incutindo desde criança que esse é o único papel que elas devem exercer como mulheres?”.

Colaboração Estadão Conteúdo