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Alunos invadem conselho da Unicamp

A volta às aulas continua tumultuada na Universidade de Campinas (Unicamp), com professores e parte dos estudantes reivindicando a retomada de todas as atividades e outra parte dos alunos, sob orientação do Diretório Central, protestando contra o corte de ponto dos servidores grevistas, que teria sido determinado pela reitoria. Na terça-feira, 2, manifestantes invadiram a reunião do Conselho Universitário (Consu) que analisava as reivindicações feitas por trabalhadores e estudantes.

Os alunos forçaram a entrada no local. Na sequência, fizeram um protesto no prédio. Por isso, não se chegou a nenhum consenso para terminar a greve.

O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) afirmou que o vice-reitor e coordenador da universidade, professor Alvaro Crosta, em reunião protocolar anteontem, confirmou o corte do ponto a partir de 4 de julho.

No mesmo encontro - do qual teriam participado a procuradora Luciana Alboccino, o chefe de gabinete Cesar Montagner e seu adjunto Osvaldir Taranto -, o STU teria sido informado que o assunto só poderia ser rediscutido após o fim da paralisação. A reportagem não conseguiu confirmar as informações do sindicato - já o grupo que invadiu o Consu alegou não ter obtido respostas da reitoria a respeito.

Quem frequenta o câmpus relata que há hoje na Unicamp um clima de embate dentro da comunidade acadêmica. Alunos mantêm alguns institutos e áreas ocupados, como o Ciclo Básico, enquanto professores têm tentado voltar à normalidade das aulas.

Sem discussão

Para evitar confrontos, a Unicamp orientou os professores na segunda-feira, 2, a não "insistir nem discutir" e cancelar ou suspender atividades acadêmicas, caso ocorra intervenção de grevistas. Trabalhadores e alunos da universidade estão em greve desde maio e fizeram piquetes para evitar que as aulas acontecessem.

No primeiro semestre, os professores chegaram a combinar aulas em locais sigilosos para manter o cronograma de atividades e alguns deles gravaram vídeos para documentar invasões às salas de aula. Os grevistas alegam que todas as suas ações foram aprovadas em assembleias sindicais e estudantis. (Colaborou Isabela Palhares)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.