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Blitz da merenda pega escorpiões e ninho de pombo em escolas de São Paulo

Fiscais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) encontraram escorpiões, alimentos vencidos e ninho de pombo durante fiscalização presencial sobre a merenda paulista. A blitz realizada nesta terça, 31, aconteceu em 144 escolas municipais, 55 estaduais e 31 técnicas, em um total de 200 unidades da capital e interior. As informações estão em um relatório parcial do órgão, divulgado hoje à noite. As informações completas serão encaminhadas nesta quarta, 1º, aos conselheiros relatores das respectivas competências.

Um escorpião foi encontrado na cozinha da Escola Municipal de Ensino Fundamental Adalberto Christo das Dores, em Itapetininga. A blitz identificou no refeitório da Escola Estadual Professor Baudilio Biagi, em Ribeirão Preto, que o esgoto transborda quando chove. Na ETEC Paulino Botelho, em São Carlos, foi localizado um ninho de pombo sobre as caixas que armazenam o alimento dos alunos.

Na Escola Municipal de Ensino Básico Professor Florestan Fernandes, em Diadema foi identificado o manejo inadequado de alimentos, sem as condições sanitárias básicas. Na documentação ainda há registros de biscoito com data de validade vencida, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Rosa Ruth Ruggia Martins, em Osvaldo Cruz, e mofo na Escola Estadual Dona Maria Carolina de Lima, na cidade de Nuporanga.

A ação aconteceu entre às 8h30 e às 13h. Os responsáveis pela merenda responderam a 56 questionamentos dos fiscais, sobre a qualidade da alimentação, fornecimento, tipos de contrato, preparo e transporte.

No dia 13 de maio, o TCE cobrou explicações de 25 prefeituras e do governo Geraldo Alckmin(PSDB) sobre o rompimento do contrato de fornecimento de merenda, em 2016. Em 4 de maio, estudantes ocuparam a Assembleia Legislativa cobrando a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a alimentação escolar.

Desde o início do ano a Polícia Civil coordena a Operação Alba Branca, que apura esquemas de corrupção para desvios da merenda escolar. As investigações suspeitam que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB) teria se beneficiado do esquema e financiado sua campanha com recursos ilegais. Ele nega.