24°
Máx
17°
Min

Cantareira sobe depois de governo decretar fim da crise hídrica

Um dia após o governo Geraldo Alckmin (PSDB) decretar o fim da crise hídrica em São Paulo, o Cantareira, considerado o principal sistema hídrico do Estado, registrou mais um aumento no volume armazenado de água, nesta terça-feira, 8. Nos primeiros oito dias de março, já choveu 58% da média histórica do mês na região, que é de 178 mm. Os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga também melhoraram sua capacidade.

O balanço divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) aponta o Cantareira com 29,5% da capacidade, sem considerar o volume morto. Nesta segunda-feira, 7, os órgãos reguladores do sistema cancelaram as autorizações de captação desse volume, que representa 287,5 bilhões de litros extras. A decisão aconteceu por causa da recuperação do manancial nos últimos meses. Se o volume morto for considerado, o índice da Sabesp para o Cantareira sobe para 58,8%.

A situação do principal sistema que abastece a capital paulista atingiu um patamar que não era atingido desde 22 de dezembro de 2013, antes de a crise ser anunciada. O mês de março, entretanto, é considerado o fim do período chuvoso, que começa em outubro.

Outros sistemas

Usado durante a crise hídrica como alternativa ao Cantareira, o Sistema Guarapiranga voltou a melhorar sua capacidade em 0,7 ponto porcentual, após três dias seguidos de queda. Os reservatórios agora atuam com 84% da capacidade.

Também nas últimas 24 horas, o Alto Tietê atingiu 40,2% de armazenamento, 0,7 ponto porcentual a mais do que o dia anterior, e o Rio Claro subiu apenas 0,1 ponto porcentual, indo de 97,6% para 97,7%. Os dois sistemas que apresentaram queda no armazenamento no relatório da Sabesp, o Alto Cotia e Rio Grande, ainda estão com bons índices, de 102,1% e 93,5%, respectivamente.