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CE pede ajuda da Força Nacional para conter rebeliões em presídios

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), solicitou ao Ministério da Justiça ajuda da Força Nacional de Segurança para conter a onda de rebeliões nas unidades prisionais do Estado, desencadeada no sábado, 21. A ajuda deve chegar ainda nesta segunda-feira, 23, segundo informou fontes ligadas ao governo cearense. Até o momento, cinco mortes de presos foram confirmadas. Mas a quantidade pode ser maior. O número final de mortos e a dimensão real dos estragos causados ao patrimônio público só serão conhecidos após o término da vistoria nas unidades.

De acordo com Santana, foi montado um gabinete de crise, que está funcionando desde a manhã de sábado, 21. O governador afirmou que acompanha pessoalmente todos os trabalhos desse grupo.

"Além do apoio do Poder Judiciário, do Ministério Público e das nossas forças de segurança, que vêm atuando bravamente desde o início da greve dos agentes penitenciários, considerada ilegal pela Justiça, já solicitei no domingo o apoio da Força Nacional de Segurança, no sentido de garantir a estabilidade nos presídios, especialmente durante a recuperação das instalações, que foram destruídas por conta das rebeliões", informou o governador.

Santana assegurou ter conversado com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que já teria garantido apoio imediato.

"Lamento profundamente o que vem ocorrendo em nossas unidades prisionais e não medirei esforços, junto com nossas forças de segurança, para que haja a estabilidade do sistema penal o mais rápido possível", disse o governador. "Minha determinação é de que todas as medidas necessárias para isso sejam tomadas."

A onda de rebeliões nas unidades prisionais do Ceará começou sábado de manhã, quando parentes foram impedidos de visitar os presos por causa da greve dos agentes penitenciários. Ainda no sábado, o governo estadual cedeu e resolveu ampliar de 60% para 100% a gratificação por serviço de risco, que será feita de forma escalonada até 2018. Os agentes aceitaram, mas instabilidade nos presídios ainda continua.