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CEG inicia testes em ramais de distribuição em Fazenda Botafogo

Funcionários da Companhia Estadual de Gás (CEG) iniciaram na manhã desta quarta-feira, 6, testes em todos os ramais de distribuição que abastecem o conjunto habitacional Fazenda Botafogo, na zona norte do Rio de Janeiro, onde aconteceu a explosão do bloco 38 na madrugada desta terça-feira, 6. O acidente resultou em cinco pessoas mortas e nove feridas. A 40° Delegacia de Polícia (Honório Gurgel) investiga a causa da explosão e a principal suspeita é de um possível vazamento de gás.

O abastecimento de gás na rua do acidente será restabelecido após o término da vistoria. De acordo com a CEG, dos 40 apartamentos do prédio onde houve a explosão, 19 utilizavam gás canalizado fornecido pela concessionária. A companhia também afirmou ter realizado uma varredura na rede de gás do condomínio no dia 21 de dezembro do ano passado, na qual nenhuma anomalia foi detectada.

Uma equipe da Secretaria Municipal de Obras retira parte dos escombros na manhã de quarta-feira. Em frente ao prédio há sofás, mesas, esquadrias e grades de janelas, estantes e armários quebrados. Os moradores poderão entrar no prédio nesta quarta-feira, novamente, para pegar mais objetos pessoais. O edifício continua interditado por tempo indeterminado.

O retorno dos moradores a suas casas vai depender da recuperação do prédio. A prefeitura informou que fez um contrato emergencial com uma empresa de engenharia, que já trabalha no local do acidente. O nome da companhia e o valor do contrato não foram divulgados. Os funcionários da empresa de engenharia cercaram o prédio com tapumes e analisam os abalos estruturais sofridos em decorrência da explosão.

No dia do acidente, 39 dos 40 apartamentos do prédio estavam ocupados. Desse total, apenas duas famílias estão em hotéis pagos pela prefeitura. As demais foram acolhidos por parentes. Até a manhã desta quarta-feira, 33 famílias tinham pego o benefício de R$ 1 mil oferecido pela Prefeitura. O valor será pago enquanto os imóveis permanecerem interditados. Não há prazo para o fim da recuperação do prédio. As intervenções dependem da avaliação do abalo estrutural.

Os corpos das vítimas são velados no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio.