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Chefe de quadrilha de roubo de carros-fortes é preso em Hortolândia

Um dos chefes e coordenadores de uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes e cargas nas rodovias de São Paulo foi preso na noite de sexta-feira, 26, numa ação do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) na Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), em Hortolândia, próximo ao Jardim Amanda. Aleixo Gomes de Jesus, 38 anos, era procurado da Justiça e tinha prisão temporária decretada.

Segundo informações da polícia, ele estaria envolvido em dois grandes roubos no ano passado: nos ataques ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, quando foi levada uma carga de celulares avaliada em R$ 20 milhões, e à central de distribuição do Magazine Luiza, em Louveira, quando mais de R$ 100 milhões em eletrônicos foram roubados, além de diversos ataques a caminhões de cargas e carros-fortes no Estado.

Ele teria ainda tido participação efetiva no roubo à empresa de seguros Protege, em Campinas, em março deste ano, quando cerca de R$ 7 milhões foram levados. Há suspeitas também de que Aleixo tenha envolvimento nos roubos à Prosegur em Santos e Ribeirão Preto.

Aleixo de Jesus foi preso com a sua mulher, Suzane Correa da Silva, quando trafegava na SP-101. Ao ser abordado pelos policiais militares, se identificou com documentos falsos. Ele se passou por Sérgio Alexandre das Mercedes e sua mulher, por Márcia Cristina Oyoli. Após os PMs conversarem com os dois, no entanto, eles caíram em contradições e confessaram.

Na casa do casal, em Americana, foram apreendidos R$ 5.671,50 em espécie, 36 aparelhos celulares, 32 baterias de celular, 13 chips de telefone e documentos de quatro veículos, entre outras apreensões. O casal foi levado para a sede da Polícia Federal em Campinas. Aleixo de Jesus é acusado de roubo e extorsão. Suzane Correia da Silva teria propriedades compradas com o lucro das ações criminosas no seu nome.

De acordo com Departamento de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, os três grandes roubos a empresas de transportes de valores neste ano, que renderam pelo menos R$ 138 milhões aos criminosos, teriam articulação direta do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que age dentro e fora dos presídios paulistas.

Com parte do dinheiro arrecadado, o PCC compraria drogas e armas na Bolívia e no Paraguai. Nos roubos às empresas e a carros-fortes, os ladrões utilizaram armamentos como metralhadoras calibre .50, capazes de perfurar blindagens de carros-fortes e derrubar helicópteros, além de fuzis AR-15 e AK-47.