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Com foco nas escolas municipais, GCM terá 1.500 novos guardas

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) ampliará seu efetivo em 1.500 pessoas neste ano e terá como prioridade o atendimento da região das escolas municipais. Parte dos servidores - pelo menos 500 - deve ser contratada até março e o restante, até o fim do ano. Uma lista de 150 colégios, cujas regiões ainda não foram divulgadas, deve ser contemplada com o atendimento. O efetivo atual é de 6.100 guardas.

A informação foi dada pelo secretário de Segurança Urbana do município, Benedito Mariano, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. Os novos GCMs, aprovados em um concurso de 2013, passarão por treinamento por três meses antes de irem às ruas. Será a primeira contratação desde 2003, quando houve o último processo seletivo da guarda.

A previsão inicial é que comecem a trabalhar em maio, em unidades que serão definidas pela Secretaria Municipal de Educação (SME). "Estaremos presentes naquelas escolas em que a secretaria entender que a presença da guarda fortalece a prestação de segurança", disse Mariano. Também serão adquiridas novas viaturas, mas o secretário não precisou a quantidade. O trabalho será feito em postos fixos e em ronda, não no interior dos colégios.

O aumento do efetivo, segundo a SME, acompanha a expansão da rede municipal e tem como objetivo não só atender às escolas, mas o entorno da comunidade escolar. Nas unidades já existe hoje o chamado Programa de Proteção Escolar, com presença de vigias, vigilância privada desarmada, alarme eletrônico e videomonitoramento. O efetivo depende da vulnerabilidade da região.

A função principal da GCM atualmente é a de proteção ao patrimônio municipal - prédios públicos, postos de saúde, escolas, praças, monumentos e outros. Mas há também ações nas escolas, como palestras instrutivas, além de acompanhamento contra ações ilícitas no interior e no entorno do colégio.

Já a vigilância privada cuida dos bens materiais no período noturno. Segundo a SME, há segurança privada em 553 escolas municipais e em todos os CEUs. O valor médio de cada posto é de R$ 15 mil nas escolas e R$ 37 mil nos CEUs. Todas as unidades possuem câmeras de vigilância.

Estatísticas

A GCM também vai começar a realizar um trabalho de mapeamento e análise dos dados criminais divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Uma portaria foi publicada no Diário Oficial do Município do último sábado, 27, criando o "Núcleo de Inteligência" da pasta, que será comandado por 10 GCMs. Os dados serão de uso interno.

O trabalho já era feito de maneira informal, mas sem uma estrutura fixa. O objetivo da medida, segundo a portaria, é "produzir, em função das características do município, informações estatísticas e outros documentos para subsidiar o gabinete do secretário e o comando como subsídios as ações da Guarda Civil Metropolitana". Uma das possibilidades, de acordo com Mariano, será a de mobilização do efetivo nas regiões onde há maior criminalidade. "Vamos trabalhar os dados para entender a dinâmica de violência da cidade e orientar as ações", explicou.