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Contratos com a Coaf não deram prejuízo ao Estado, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quinta-feira, 11, que as fraudes praticadas pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) nos contratos de compra de alimentos para a merenda escolar não deram prejuízo ao Estado. A Coaf, com sede em Bebedouro, interior de São Paulo, é acusada de pagar propina para políticos e agentes públicos para vencer contratos de fornecimento para a merenda com preços superfaturados.

No último dia 10, a cooperativa foi considerada inidônea pelo governo, o que a impede de participar de licitações e assinar novos contratos com o Estado. A declaração de idoneidade aconteceu sete meses após a Operação Alba Branca, do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil, que desbaratou o esquema de fraudes em contratos com a Secretaria de Educação do Estado e 22 prefeituras.

De acordo com o governador, a Corregedoria do Estado investigou os contratos e constatou que não houve prejuízo para o Estado. Segundo ele, foram assinados apenas três contratos, no valor de R$ 13,5 milhões, para fornecimento de suco de laranja às escolas estaduais. "O produto foi entregue e o prejuízo para o Estado foi zero. É que a cooperativa fraudava os seus cooperados, pois ao invés de comprar do agricultor familiar, como exige a lei, comprava de grandes fornecedores."

Alckmin voltou a dizer que não concorda com a lei federal que obriga o Estado a comprar 30% dos alimentos para a merenda de pequenos produtores. "Este ano, são R$ 50 milhões, é muito para comprar só da agricultura familiar." No caso dos contratos da Coaf com o Estado, segundo ele, o governo fez a licitação e houve disputa. "Ganhou o menor preço e o produto foi entregue, mas eu defendo a apuração. Aliás, foi a Polícia Civil que descobriu (a fraude) e os responsáveis foram presos."