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CPI da Merenda em São Paulo é retomada nesta quarta-feira

A CPI da Máfia da Merenda retoma suas atividades nesta quarta-feira, 3. A reunião, programada para o plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa de São Paulo, deve deliberar sobre o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado Estevam Galvão (DEM).

O parlamentar propõe que a CPI investigue eventual atuação de agentes públicos nos contratos firmados entre o Estado e cooperativas, com o objetivo de aquisição de gêneros alimentícios para a alimentação escolar. Outra frente da investigação mira em superfaturamento e fraude nas 'Chamadas Públicas'. Também serão investigados supostos atos de improbidade administrativa envolvendo prefeituras.

Durante o recesso parlamentar, a CPI recebeu documentos solicitados pelos deputados.

Já há quarenta requerimentos de convocação protocolados.

A CPI da Merenda foi instalada depois que a Polícia Civil e o Ministério Publico de São Paulo deflagraram, em janeiro, a Operação Alba Branca.

A investigação revela a atuação de um grupo criado no município de Bebedouro (SP) e que se infiltrou em dezenas de administrações municipais.

Mirava também em contratos da Secretaria da Educação do governo Alckmin.

Um lobista, Marcel Júlio, filho do ex-presidente da Assembleia, deputado Leonel Júlio (anos 1970), fez delação premiada.

Marcel citou o nome do deputado Fernando Capez (PSDB), atual presidente da Assembleia, como suposto beneficiário de propinas do esquema da merenda.

Capez nega taxativamente ter recebido valores ilícitos. Ele abriu mão espontaneamente do seu sigilo bancário e fiscal ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Outro nome sob suspeita é o de Luiz Roberto dos Santos, o 'Moita', que foi chefe de gabinete da Casa Civil de Alckmin, na gestão Edson Aparecido.

Também é citado na Alba Branca o ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado, Fernando Padula.

'Moita' e Padula também negam qualquer envolvimento com o esquema desmantelado pela Alba Branca.