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Dilma reafirma compromisso de garantir recursos para pesquisas sobre o Aedes

(Foto: José Cruz/Agência Brasil) - Dilma reafirma compromisso de garantir recursos para pesquisas sobre o Aedes
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff reafirmou nesta quarta-feira, 23, que o governo tem o compromisso de não deixar faltar recursos para pesquisas contra o Aedes aegypti e que, não só o Brasil, como pesquisadores em todo o mundo estão "correndo contra o tempo" para conhecer melhor o vírus da zika.

"É um desafio muito importante não só do Brasil, mas também de toda a comunidade internacional", afirmou, durante lançamento do eixo de desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa do Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia, no Palácio do Planalto.

A presidente havia anunciado mais cedo que o governo vai investir R$ 649 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, sendo 93% do total aplicado "até o fim do meu mandato em 2018". "Haverá o montante de R$ 550 milhões em crédito da Finep e do BNDES para financiar a geração, adoção e comercialização de novas tecnologias", afirmou. "Somando orçamento e empréstimos chegamos ao montante de quase 1,2 bilhão."

Dilma afirmou que os investimentos anunciados hoje "são de extrema importância" e tem como objetivo avançar no conhecimento sobre o vírus, oferta de diagnóstico, vacinas e medicamentos.

A presidente reforçou que, além da vacina e das pesquisas, e preciso atenção ao combate aos criadouros e reiterou o apelo para que "15 minutos por semana" as pessoas façam vistoria na suas casas para evitar focos do mosquito.

Na cerimônia, os ministros do PMDB, Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde), também discursaram e, na tentativa de sinalizar apoio à presidente Dilma, falaram algumas vezes "em nosso governo".

Pansera, inclusive, afirmou que tinha orgulho de fazer parte da equipe e destacou que se fosse preciso poderia retomar seu mandato de deputado para votar contra o impeachment. "Pode contar conosco, não só nas palestras, em defesa da legitimidade desse governo, também como ministro trabalhando, e se necessário como parlamentar para o bom combate no Parlamento na defesa da legitimidade do governo e da necessidade da continuidade dele."