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Dom Paulo Evaristo Arns festeja 50 anos de ordenação episcopal com missa na Sé

(Foto: Arquivo - Luiz Guadagnoli / SECOM) - Dom Paulo Evaristo Arns festeja 50 anos de ordenação episcopal
(Foto: Arquivo - Luiz Guadagnoli / SECOM)

O cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, festejou hoje, com uma missa solene na Catedral da Sé, 50 anos de ordenação episcopal, que se completa neste domingo. A cerimônia foi presidida pelo cardeal-arcebispo, d. Odilo Scherer, com a participação de quase 200 padres e 40 bispos, entre os quais os cardeais d. Cláudio Hummes, também arcebispo emérito de São Paulo, d. Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e d. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

O núncio apostólico, d. Giovanni D'Aniello, leu uma mensagem pessoal do papa Francisco enviada a d. Paulo cumprimentando-o pelo jubileu e exaltando sua atuação pastoral em defesa dos direitos humanos. O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Leonardo Steiner, primo do cardeal, falou em nome da família. Vários parentes, entre eles os sobrinhos Flávio Arns e Nelson Arns, vieram de Santa Catarina e do Paraná para a celebração.

Com quase 95 anos de idade, a serem completados em 14 de setembro, d. Paulo anda com dificuldade, apoiando-se numa bengala, mas está lúcido e com voz firme. Agradeceu em poucas palavras a homenagem e permaneceu quase todo o tempo sentado. A cerimônia se iniciou às 10h10 de terminou pouco depois do meio-dia. Em seguida, d. Paulo foi almoçar no Convento dos Franciscanos, no Largo de São Francisco, em companhia de seus familiares e dos bispos.

O ex-vereador Chico Whitaker, militante católico que dá assessoria aos bispos, saudou d. Paulo em nome dos leigos. Ele lembrou que, na abertura da Campanha da Fraternidade de 1996, o então arcebispo disse uma frase que tem servido de orientação para a Igreja. "Não fazer política é a pior maneira de fazer política", advertiu d. Paulo àqueles que criticavam seu engajamento na vida política do País.

Falando em nome da CNBB, seu vice-presidente, d. Murilo Krieger, arcebispo de Salvador, salientou a ação de d. Paulo em defesa dos oprimidos, durante o período mais difícil do regime militar. Também o cardeal d. Damasceno lembrou a coragem de d. Paulo nos tempos da ditadura.

As ex-prefeitas da Capital, deputada Luíza Erundina (PSOL) e senadora Marta Suplicy (PMDB), assistiram à cerimônia nos primeiros bancos da igreja, onde se encontravam também o prefeito Fernando Haddad e o ex-secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Todos são virtuais candidatos à prefeitura nas eleições de novembro.

Natural de Forquilhinha (SC), onde nasceu em 14 de novembro de 1921, d. Paulo é frade franciscano e foi nomeado bispo pelo papa Paulo VI em maio de 1966. Sucedeu ao cardeal d. Agnelo Rossi como arcebispo em 1970 e tornou-se cardeal em 1973. Dirigiu a Arquidiocese de São Paulo até 1998, quando renunciou por ter completado 75 anos de idade.