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Entidades criticam qualidade da merenda e pleiteiam mudanças

A rede terceirizada reivindica um novo modelo de merenda. Com reclamações relacionadas à qualidade dos alimentos e à forma de entrega, as instituições defendem que a Prefeitura repasse verba para a alimentação das crianças em vez de entregar os produtos. O modelo ainda evitaria a ausência de itens como o óleo de soja, que hoje está em falta.

A merenda escolar oferecida às crianças das creches terceirizadas e indiretas também é diferente, se comparada à da rede própria. Tanto unidades que funcionam em prédios alugados como em prédios públicos recebem produtos da Prefeitura. Caminhões entregam frutas e verduras semanalmente e os demais itens, como arroz e feijão, duas vezes ao mês. Já as creches diretas têm cozinhas comandadas por empresas.

O pedido das entidades se baseia em três pontos: o direito de escolher os produtos que serão preparados em suas cozinhas, a ampliação do controle de qualidade e a possibilidade de aquecer o comércio local. Um projeto com esse objetivo aguarda votação na Câmara Municipal.

Em uma das creches visitadas pela reportagem na região central, funcionários se queixam de alimentos que chegam já com a validade vencida. "Se nós checamos na hora do recebimento e já percebemos que está estragado, eles trocam. Se só notamos no dia seguinte, por exemplo, temos de comprar do nosso próprio bolso", explicou uma funcionária.

A qualidade do feijão também é questionada pelas instituições. Elas afirmam que a marca oferecida pela Prefeitura é de baixa qualidade. "Temos de deixar de molho ao menos um dia porque ele é muito difícil de cozinhar", disse Adriano Oliveira, gerente diretor da Sociedade de Ensino Profissional e de Assistência Social (Sepas), que mantém creche na zona leste.

A Secretaria Municipal da Educação diz que não há desabastecimento de óleo, mas "falta pontual", e que as entidades têm recursos para complementação da alimentação. Sobre a qualidade, a pasta afirma que a alimentação oferecida é balanceada, variada e nutritiva. Mas não comenta o pedido de mudança no formato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.