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Estudantes de SP fazem ato em 'defesa da educação'

Os estudantes da rede estadual de ensino de São Paulo realizaram nesta quinta-feira, 11, um protesto em "defesa da educação". Em uma caminhada pacífica que começou na Avenida Paulista e seguiu até a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), os manifestantes pediam a punição aos envolvidos no esquema de desvios de verba da merenda no Estado e o fim dos cortes na educação.

Eles também são contrários ao governo interino de Michel Temer e reivindicam novas eleições presidenciais. O protesto, que teve início às 8h, foi convocado por entidades estudantis, como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a entidade estadual (UPES), e a municipal (UMES). Segundo os próprios estudantes, o protesto reuniu cerca de 1,5 mil pessoas.

"As reivindicações referentes ao cenário nacional político são importantíssimas para o movimento estudantil. Porque o governo interino aumentou os cortes na educação", disse Henrique Domingues, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) das Fatecs (Faculdades de Tecnologia de São Paulo).

Os estudantes também protestaram contra os projetos de lei que tramitam no legislativo de Estados e Municípios sobre o "Escola sem Partido", que veda o ensino de "conteúdo que possa estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais e responsáveis".

"Na realidade, esse projeto não é para uma escola sem partido, mas para uma escola de partido único. Se aprovado, esse projeto vai trazer um retrocesso, vai acabar com a democracia nas escolas, acabar com os grêmios estudantis e o pensamento livre. Os estudantes não vão deixar essa proposta passar", disse Domingues.