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Família não doará órgãos de PM da Força Nacional que teve morte cerebral no Rio


Parentes do soldado Hélio Vieira Andrade, de 35 anos, decidiram não doar os órgãos do agente, que teve morte cerebral diagnosticada na noite desta quinta-feira. A mãe do militar, Marta Vieira, e o cunhado, Antônio Deydson Sousa da Câmara, depois de conversar com um psicólogo do Rio Transplante, nesta sexta-feira, optaram por não fazer a doação. Os dois se deslocaram para o Rio e foram para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na zona norte da capital fluminense, onde o militar foi socorrido.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o procedimento agora é manter o soldado vivo, monitorando os batimentos cardíacos até que ele parem naturalmente. Não há previsão para quando isso vá acontecer.

"Estamos no hospital, conversando com os médicos", disse Câmara à reportagem do Estado. "Ainda não sei qual vai ser o procedimento. É uma perda muito grande para a família", acrescentou.

Policial militar em Roraima e integrante da Força Nacional de Segurança, Vieira participava do esquema de proteção policial à Olimpíada. Foi baleado na cabeça na quarta-feira, depois que o veículo em que estava entrou por engano na Vila do João, comunidade do Complexo da Maré dominada por traficantes, e criminosos abriram fogo contra o carro. Um outro policial militar, o capitão Allen Marcos, das PM do Acre, sofreu ferimento no rosto, mas está fora de perigo.